Sociedade

Trás-os-Montes: Castanha mantém crise à distância

A produção de castanha gera, anualmente, 20 milhões de euros nos concelhos de Vinhais e Bragança e, por isso, é a cultura mais rentável da região de Trás-os-Montes. São muitos os habitantes que trabalham temporariamente na apanha do fruto, garantindo
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A produção de castanha gera, anualmente, 20 milhões de euros nos concelhos de Vinhais e Bragança e, por isso, é a cultura mais rentável da região de Trás-os-Montes. São muitos os habitantes que trabalham temporariamente na apanha do fruto, garantindo, dessa forma, rendimentos extra para as suas famílias.

Cada trabalhador ganha 35 euros por dia na apanha da castanha, reporta a RTP. Um valor que faz toda a diferença no orçamento daqueles que, em virtude da crise, não conseguem arranjar um emprego fixo.

Lindolfo Afonso dedica-se exclusivamente à produção da castanha. Tem cerca de três mil castanheiros por sua conta e, por isso, precisa de ter, pelo menos, dez pessoas a trabalhar na colheita dos frutos.

“Aqui na nossa zona quase todos têm algo de castanheiros. E então, se tiverem mil quilos, fazem mil euros – 200 contos na moeda antiga. É um empurrãozinho”, conta o produtor em entrevista à RTP.

A verdade é que há quem defenda que esta cultura poderia ser ainda mais rentável. É o caso de António Borges, da Associação Florestal Terra Fria: “Com uma gestão eficaz do souto, ainda conseguíamos produzir mais e chegar às três toneladas e meia, quatro toneladas; ou seja, com a mesma área, produzíamos mais castanha. E depois temos solos ainda abandonados e que ainda não têm nenhuma utilização”, afirma.

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