Sociedade

Transformar os prédios em mundos de partilha

Recuperar o espírito comunitário nos prédios transformando-os em "mundos de amizade e partilha" é o objetivo do projeto "Prédios que falam". Após um ano de existência, são já mais de 70 os prédios aderente em Portugal e há até prédios da cidade brasi
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Recuperar o espírito comunitário nos prédios transformando-os em “mundos de amizade e partilha” é o objetivo do projeto “Prédios que Falam“. Após um ano de existência, são já mais de 70 os prédios aderentes em Portugal e há até prédios da cidade brasileira de Curitiba que aderiram à iniciativa.

Nos centros urbanos, onde os prédios se erguem uns atrás dos outros, é comum vizinhos viverem há vários anos lado a lado sem saberem os nomes uns dos outros, e às vezes sem terem o trabalho de trocar um simples “bom dia”.

Para quebrar esta tendência de isolamento, a associação Marar criou o projeto “Prédios que Falam”, que está a recuperar o sentimento de comunidade que em tempos existia entre os vizinhos.





A ideia surge inspirada no Dia Europeu dos Vizinhos, que se comemora a 26 de maio, e pretende que durante a semana dos vizinhos se realizem atividades para tornar os moradores mais próximos.

Rodrigo Dias, um dos organizadores, explicou ao Boas Notícias que qualquer pessoa pode inscrever o seu prédio no projeto através do site do “Prédios que Falam”.

Esta pessoa será o organizador responsável por aproximar os vizinhos e receberá por email um manual e um kit com instruções e outro material, como um cartaz pronto a imprimir para colar na entrada do prédio. Ao mesmo tempo, o organizador terá que distribuir fichas de inscrição pelos vizinhos. Quem quiser participar tem apenas que as preencher e colocar no correio do organizador.

A partir daqui, durante a semana dos vizinhos, o organizador coloca desafios nas caixas de correio dos moradores aderentes, seguindo conselhos oferecidos pela Marar. “Sugerimos coisas muito simples, mas com valor”, explica Rodrigo Dias. Fazer um bolo e distribuir as fatias por todos, desenhar um smile gigante e colocá-lo na porta do lado de fora são alguns exemplos.

Rodrigo Dias explica que esta semana dos vizinhos deve culminar num pequeno convívio entre todos os vizinhos aderentes, a realizar nas instalações do prédio. “No meu prédio, por exemplo, os vizinhos estão convidados para tomar, no dia 28, um aperitivo em minha casa”, explicou.

Apesar de alguma apreensão por parte dos vizinhos mais desconfiados, Rodrigo Dias afirma que a aceitação tem sido muito positiva. “Temos um grupo no Facebook onde as pessoas partilham as experiências e temos várias pessoas a contar que os seus vizinhos estão-se a inscrever e que tem havido um bom acolhimento”, explica.

No site do “Prédios que Falam” alguns testemunhos confirmam esta adesão.”Agora quando nos cruzarmos na rua já podemos facilmente dizer olá”, “Nesse fim-de-semana, o prédio inalava um cheiro a doces fantástico”, “Acabei por convidar todos para uma sobremesa cá em casa hoje, e foi muito giro com bastantes crianças”, são algumas das frases enviadas pelos organizadores.

A ideia da Festa dos Vizinhos nasceu quando o francês Atanase Périfan e um grupo de amigos criaram em 1990 a associação “Amigos de Paris” (Paris d’amis) no 17º bairro da cidade francesa, de forma a aproximar e mobilizar as pessoas contra o isolamento. Em 1999 a associação lança a 1º festa dos vizinhos que mobilizou 800 vizinhos daquele bairro.

[Notícia sugerida pela utilizadora Kátia Tavares]

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