Cultura

Todas as florestas tropicais cabem no Oceanário

São 40 metros de água doce onde crescem algas, plantas e peixes tropicais, entre 25 toneladas de rochas dos Açores. O Ocenário acaba de inaugurar a exposição "Florestas Submersas", do 'aquascaper' japonês Takashi Amano e música de Rodrigo Leão.
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São 40 metros de água doce onde crescem algas, plantas e peixes tropicais, entre 25 toneladas de rochas dos Açores. O Ocenário de Lisboa acaba de inaugurar a exposição “Florestas Submersas”, do 'aquascaper' japonês Takashi Amano, com música de Rodrigo Leão.

É uma experiência de imersão visual e sonora única, com a qual o Oceanário de Lisboa espera atrair visitantes de todo o mundo. A instalação do 'aquascaper' japonês foi fruto de muitos meses de pesquisa e representa, segundo palavras do próprio, o culminar da sua carreira. 
 

“Ao longo de muitos anos visitei florestas tropicais de todo o mundo e observei minuciosamente essa paisagem natural. Esta obra que inauguro resume todos os trabalhos que fiz até agora”, disse o mestre o japonês, esta terça-feira, na inauguração da mostra que contou com um concerto ao vivo de Rodrigo Leão com os seus músicos.
 

 
Takashi Amano passou vários meses em Lisboa para criar esta instalação viva que, ao longo dos próximos meses, vai sofrer várias mutações à medida que as plantas e os peixes crescem.

O mestre janonês aproveitou a inauguração de “Florestas Submersas” para deixar um alerta. Ao contrário deste aquário onde as espécies estão protegidas, as florestas tropicais são as áreas que mais sofrem em termos de destruição, devido ao abate de árvores desmedido e aos incêndios”.


“Estas florestas estão ameaçadas pelo que ficaria muito feliz se esta minha exposição despertasse o interesse das pessoas e ajudasse a mostrar a importância do meio ambiente”, concluiu.
 
“Grande oportunidade de divulgação da biodiversidade” 
 
O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, presente na abertura, salientou que esta exposição, que representa um investimento de um milhão de euros por parte do Oceanário de Lisboa, é uma “grande oportunidade de divulgação da biodiversidade”. 
 

“Este Oceanário é considerado o melhor da Europa”, disse, defendendo que “esta instalação do mestre aquascaper, aliada à música exclusiva de Rodrigo Leão, vai atrair ao espaço ainda mais visitantes, incluindo do estrangeiro”, aumentando assim as suas receitas que, atualmente, rondam os 10 milhões de euros anuais. Em termos de visitas, o Oceanário recebe cerca de 900 mil pessoas por ano.
 
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O mestre japonês atraiu ao Oceanário um forte dispositivo da imprensa internacional, nomeadamente do Japão
 
O ministro sublinhou que esta iniciativa “começou a ser preparada há mais de dois anos e envolveu a aprovação e o apoio de diversas entidades, incluindo da Ministra da Agricultura e do Mar que, na altura, ainda tinha a tutela do Oceanário”. 
 
Jorge Moreira da Silva avisou ainda que, ao contrário da ideia que por vezes predomina entre a opinião pública, a conservação da natureza não é um obstáculo ao desenvolvimento económico. “Pelo contrário, é a aposta no Ambiente que permite gerar um maior valor económico e emprego”, salientou o ministro, dando o exemplo da Rede Natureza. 
 

“A União Europeia diz que a manutenção da Rede Natura custa 5 mil milhões de euros por ano, mas esta mesma Rede representa um capital na ordem dos  300 mil milhões de euros. Esta é a prova da vantagem que a aposta no ambiente traz”, concluiu o ministro agradecendo ao mestre japonês a oportunidade de valorizar, junto das novas gerações, a importância do meio ambiente.

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