Negócios e Empreendorismo

Tecnologia pioneira pode melhorar vinho e azeite luso

Chama-se QualityPlant e é um projeto pioneiro no país que pretende aumentar a produção e melhorar a qualidade do vinho e do azeite nacionais, tornando-os mais competitivos além-fronteiras, através da preservação das castas em vias de extinção.
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Chama-se QualityPlant e é um projeto pioneiro no país que pretende aumentar a produção e melhorar a qualidade do vinho e do azeite nacionais, tornando-os mais competitivos além-fronteiras, através da preservação das castas em vias de extinção e das variedades nacionais relevantes. 
 
A empresa responsável pelo projeto, já premiado como melhor ideia de negócio e melhor prova de conceito no concurso nacional de empreendedorismo Arrisca C, é a QualityPlant – Investigação e Produção em Biotecnologia Vegetal, a mais recente “spin-off” da Universidade de Coimbra (UC) criada pelas portuguesas Elisa Figueiredo e Mónica Zuzarte. 
 
De acordo com um comunicado da UC, a tecnologia da QualityPlant aposta em métodos de cultura in vitro (técnicas de clonagem) para preservação e propagação de plantas que são muito mais rápidos e eficazes do que os convencionais.
 
Elisa Figueiredo e Mónica Zuzarte explicam que a solução permite “não só garantir a produção de plantas de elevada qualidade fitossanitária mas, essencialmente, assegurar a redução dos custos de produção para os viveiristas e agricultores e melhorar a sua produtividade”. 
 
A redução dos custos prende-se com o facto de a tecnologia portuguesa ser eficaz “na eliminação de pragas ou doenças”, ao passo que a valorização “dos produtos nacionais” e o estímulo “da economia com produtos mais competitivos, também a nível mundial” poderá ser uma vantagem ao nível da produtividade. 

Um banco para conservar “património genético” das plantas

 
Além da propagação e preservação “in vitro” das plantas, a QualityPlant ambiciona também apostar na criação de um banco de germoplasma (Germplasm Bank) com o objetivo de conservar o património genético das plantas e que funcionará como uma espécie de “seguro de vida”.
 
Neste banco, os produtores portugueses vão poder “guardar” o germoplasma das suas variedades mais promissoras, garantindo a sua preservação e futura utilização em caso, por exemplo, de perdas naturais (causadas por problemas como cheias, secas ou pragas), e evitando que a qualidade de produtos como o vinho e o azeite fique comprometida.  
 
Segundo a Universidade de Coimbra, “a preservação de germoplasma de variedades nacionais com potencial económico é uma aposta inovadora”, constituindo-se como “a grande mais-valia da recém-criada empresa”. 

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