Saúde

Smartphone ajuda a detetar infeções nos ouvidos

Uma equipa de investigadores dos EUA está a desenvolver um equipamento que trabalha em conjunto com uma aplicação para smartphone que poderá ajudar os pais a diagnosticar, com apoio médico, as infeções nos ouvidos das crianças.
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Uma equipa de investigadores do Georgia Institute of Technology e da Emory University, nos EUA, está a desenvolver um equipamento que trabalha em conjunto com uma aplicação para smartphone que poderá ajudar os pais a diagnosticar, sem sair de casa e com apoio médico, as infeções nos ouvidos que tantas vezes atormentam as crianças.
 
O “Remotoscope”, como foi batizado, liga-se ao iPhone e transforma o telemóvel num otoscópio, o instrumento usado pelos otorrinolaringologistas para observar o interior dos ouvidos. Depois, a aplicação que trabalha em associação com o mesmo envia as imagens captadas para o médico de forma a que este possa analisá-las.
 
Segundo Wilbur Lam, um dos investigadores envolvidos no desenvolvimento do sistema, o “Remotoscope” tem potencial para reduzir as idas às urgências das crianças que sofrem com infeções frequentes nos ouvidos. Além disso, pode diminuir o uso desnecessário de antibióticos, permitindo aos médicos analisar se há infeção diariamente e não administrar medicamentos em casos em que a situação se resolva por si própria.

Equipa quer validar o “Remotoscope” como dispositivo médico
 

Em declarações ao portal Tech News Daily, Lam explicou que “este é um problema sério se considerarmos o número de infeções nos ouvidos que ocorrem anualmente e se pensarmos na melhoria de qualidade de vida que pode obter-se com este equipamento”.
 
“Todos os pediatras que exercem atualmente sabem que são prescritos antibióticos em excesso para este problema mais do que para qualquer outra doença”, alertou Lam, acrescentando que, com o “Remotoscope”, os médicos poderão avaliar de forma contínua os ouvidos das crianças sem a necessidade de marcar consultas constantemente.
 
Atualmente, Lam e a sua equipa estão a efetuar ensaios clínicos para conseguir que a U.S. Food and Drug Administration aprove o “Remotoscope” como dispositivo médico válido. Com recurso ao aparelho, os cientistas estão a gravar vídeos do interior dos ouvidos de crianças com infeções e os resultados serão comparados com os dos otoscópios convencionais para apurar se a invenção é boa o suficiente para a realização de diagnósticos.
 
Além disso, adianta o Tech News Daily, o cientista fundou, recentemente, uma empresa, a CellScope, destinada a comercializar esta tecnologia assim que estiver pronta para o mercado.

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