Inovação e Tecnologia

Silicon Valley: Jovens lusos querem “mudar o mundo”

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Seis estudantes portugueses estão a poucos dias de partir para os EUA, mais propriamente Silicon Valley,  onde vão tentar vender um projeto altamente inovador, um gerador elétrico esférico que gera 37 vezes mais energia do que os geradores atuais e que já está a despertar o interesse de grandes gigantes tecnológicas mundiais, como a Intel. Em entrevista ao Boas Notícias, Diogo Cruz, um dos membros da equipa, falou sobre a invenção com que esperam “mudar o mundo” e as expectativas em relação àquela que consideram a viagem das suas vidas.

Como surgiu e o que é a Emove?

A EMOVE é uma empresa start-up que nasceu em novembro de 2009, composta por seis estudantes com idades entre os 22 e os 25 anos, com formação em Gestão e Engenharia, provenientes da Universidade Católica-Lisbon School of Business, da NOVA School of Business e do Instituto Superior Técnico. O objetivo da empresa é desenvolver soluções tecnológicas para o mercado das energias renováveis, as chamadas “CleanTech” com aplicação a nível Mundial.

Quem faz parte da equipa?

A EMOVE está dividida em duas áreas principais: Gestão e Engenharia. Atualmente o nosso Board é constituído por seis pessoas: quatro da
área de gestão (Universidade NOVA e Católica) – Diogo Cruz, Tiago Rodrigues, Miguel Caetano e Carlos Pacheco – e mais duas pessoas de engenharia mecânica e eletrotécnica (Instituto Superior Técnico) Pedro Balas e João Fernandes. Somos também apoiados por cinco professores, alguns dos quais estudam o mercado da energia das ondas à cerca de 40 anos e são das pessoas de maior renome mundial nesta matéria.

Em que é que consiste o vosso projeto?

O projeto consiste na criação de uma tecnologia de geração de energia completamente disruptiva a nível mundial. A nossa equipa inventou, desenvolveu e patenteou um gerador eléctrico esférico que consiste numa esfera que gera energia em qualquer direção em que for movimentada (ao contrário dos geradores cilíndricos atualmente existentes no mundo que apenas geram energia numa direção) fazendo com que o nosso gerador seja até 37 vezes mais energético do que os geradores convencionais que existem hoje em dia.

E será dirigido a que mercados?

Este gerador tem a grande vantagem de poder ser escalonado para vários tamanhos diferentes, podendo assim ser aplicado em vários mercados. Pode ser construído um gerador com um tamanho de 3 a 5 metros para aproveitar os movimentos das ondas do mar, criando assim um dispositivo de aproveitamento da energia das ondas (o nosso produto Blusphere). Mas podemos também construir geradores muito pequenos, à escala dos nanómetros que podem ser utilizados dentro de todos os aparelhos eletrónicos do mundo (por ex. telemóveis, mp3, câmaras de video, etc.) em que com o movimento dos próprios aparelhos estes estão a gerar energia para se auto-carregarem a eles próprios, não tendo que ser carregados nunca mais.

Quais são as vossas expectativas em relação à apresentação em Silicon Valley?

As expectativas não poderiam ser melhores. Toda a equipa está muito motivada e temos dois grandes objetivos principais. O primeiro é o de aprimorar a tecnologia juntamente com os nossos engenheiros, principalmente no mercado dos geradores nano-métricos para os aparelhos electrónicos. O segundo, mais focado na equipa de Gestão, é o de angariar financiamento para podermos avançar com a aplicação do nosso gerador eléctrico esférico no mercado da energia das ondas. A equipa irá estar em contacto com todas as empresas de Capital de Risco que investem em energia em Silicon Valley para ir bater à porta dos investidores e explicar o nosso conceito que vai certamente mudar o mundo.

Já há possíveis interessados no vosso projeto?

Já falámos com alguns investidores. Nomeadamente com o responsável da capital de risco da fabricante mundial de componentes electrónicos Intel. Mostrou-se muito entusiasmado com o projeto e com grande interesse em marcar uma reunião connosco mal cheguemos a Silicon Valley. Temos também neste momento uma lista com as 60 maiores Venture Capitals que investem na área de energia em Silicon Valley e estamos agora a enviar e-mails para marcar as reuniões com antecedência. O feedback tem sido extremamente positivo! Temos também interessadas no projecto algumas utilities da área da energia como a EDP e a alemã E-ON.

Estão entusiasmados com a viagem?

Muito Mesmo! Todos temos noção que fizemos uma escolha, e essa escolha foi não acabar o curso e ir trabalhar para outros mas sim, seguir o nosso sonho e trabalhar no nosso projeto com toda a dedicação e tempo que temos. Acreditamos que vamos conseguir angariar investimento e ao mesmo tempo é uma oportunidade para ganhar mais experiência e crescer inteletualmente. É a viagem das nossas vidas.

Mafalda Almeida

[Artigo sugerido por Ana Freitas]

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