Ciência

Sequenciado o mais antigo ADN humano de sempre

Um grupo de cientistas alemães conseguiu descodificar aquele que é o mais antigo ADN humano através da sequenciação do material genético de um hominídeo com 400.000 anos, presente num fémur encontrado numa gruta em Espanha.
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Um grupo de cientistas alemães conseguiu descodificar aquele que é o mais antigo ADN humano através da sequenciação do material genético de um hominídeo com 400.000 anos, presente num fémur encontrado numa gruta em Espanha. 
 
Trata-se do fóssil humano mais antigo onde alguma vez foram encontrados vestígios de ADN, neste caso mitocondrial, ou seja, de transmissão materna. Até agora, o genoma humano com mais idade que havia sido sequenciado, remontava de há 70.000 a 80.000 anos e pertencia a uma menina, membro de um grupo de hominídeos – os 'Homens de Denisova' -, parentes próximos de Neandertal e do Homem moderno, que transmitiram alguns dos seus genes aos habitantes atuais do sudoeste asiático, em particular os da Papua-Nova Guiné. 
 
Agora, o genoma revelado corresponde a um fémur com cerca de 400.000 anos, encontrado em Atapuerca, no norte de Espanha. O ADN foi extraído de uma ínfima quantidade de pó de osso – (apenas 1,95 gramas ) – colhido furando o osso, descoberto nos anos 1990 na gruta de 'Sima de Los Huesos'.
 
 Os únicos com esta antiguidade alguma vez encontrados, foram sempre em solo gelado e não pertenciam à anatomia humana. Neste caso, os especialistas dizem que as condições da gruta 'Sima de los Huesos', considerada Património da Humanidade, permitiram a conservação excecional de ossos humanos.
 
A ausência de mutações mais recentes no genoma permitiu estimar que o hominídeo, ao qual pertencia o fémur, tinha pisado solo espanhol há 400.000 anos. Além disso, se o 'Homem de Sima' partilha traços com o 'Homem de Denisova' – encontrado na Sibéria -, então é certo que o primeiro divergia deste último cerca de 700.000 anos, o que está a intrigar os antropólogos. 
 
Para chegar a estas conclusões, os cientistas, do complexo arqueológico de Atapuerca e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha, compararam o ADN do 'Homem de Sima' com o de Neandertal, de Denisova, dos humanos modernos e de macacos.
 
A gruta 'Sima de los Huesos' é considerada a maior jazida de fósseis humanos do Pleistoceno Médio, com cerca de 500.000 a 120.000 anos. Além de ossadas de animais, foram já descobertos na gruta pelo menos 28 esqueletos completos de hominídeos, ainda que os seus ossos se encontrem muito fragmentados, dispersos e misturados.

Saiba mais AQUI, no artigo publico pela revista 'Nature'.

Notícia sugerida por Elsa Martins

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