Diversas

Saborear a liberdade

[Atenção: alertamos que, devido a compromissos profissionais, a crónica de Tânia Ribas passará a ser quinzenal]

Boas!

Quinze dias depois de vos falar de Amor, não poderia deixar passar o 25 de Abril
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[Atenção: alertamos que, devido a compromissos
profissionais, a crónica de Tânia Ribas passará a
ser quinzenal]


Boas!

Quinze dias depois de vos falar de Amor, não poderia deixar passar o 25 de Abril sem dizer: “obrigada”. Nasci dois anos depois de 1974, por isso nunca soube o significado de viver privada de liberdade (ainda mais sendo mulher – a minha vida não teria sido, com certeza, tão facililtada). A melhor forma de homenagear quem por nós lutou, é viver a liberdade saborando-a. E respeitando-a.

Esta crónica vai em forma de agradecimento: a quem no sistema democrático sempre acreditou, a quem achou que Portugal poderia ser a cores e não a preto e branco, a quem acreditou que muitas vozes juntas fariam mais sentido do que um monólogo de silêncio.
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Há 36 anos, um grupo de homens e mulheres transformou a palavra na única arma que ainda hoje deveria existir. A palavra falada,  entoada, cantada, interventiva. A palavra, hoje em dia tão banalizada, foi outrora um bem tão precioso quanto proibido – a minha geração nem imagina o que é viver sem liberdade de expressão. A palavra e os passos – consigo sonhar com os passos convictos daquela gente de coragem, com a expressão de certeza no olhar, nas mãos, na alma!

O 25 de Abril acabou com a opressão de um povo, ofereceu a liberdade às gerações de agora, nas quais me incluo. O 25 de Abril baptizou uma Ponte que liga a capital à margem sul, a Liberdade baptizou a principal Avenida de Lisboa, o cravo será para sempre o  símbolo de uma revolução sem sangue. Mas com muito sangue a fervilhar nas veias, com muita coragem, com muito heroísmo.

Obrigada aos heróis de Abril: homens e mulheres cujo sonho me deu a possibilidade de escolher os destinos do meu país (o sufrágio universal feminino em Portugal só aconteceu depois do 25 de Abril); que me dão a possibilidade de exercer os meus direitos e os meus deveres, através da aprovação de uma Constituição que só surge em Abril de 76; que me fazem respeitar os principíos e valores dos direitos e deveres de cada um de nós.

Viver Abril toda a vida, é o que desejo para todos nós!

Um sorriso rasgado para todos e boa semana!

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