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Revelada nova carta de sobrevivente do Titanic

A carta terá sido escrita por uma empregada francesa no dia 8 de Agosto de 1955, cerca de 43 anos depois do navio ter-se afundado no Oceano Atlântico. Rose Icard descreve cenas de
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A carta terá sido escrita por uma empregada francesa no dia 8 de Agosto de 1955, cerca de 43 anos depois do navio se ter afundado no Oceano Atlântico. Rose Icard descreve cenas de “horror” e de “sublime heroísmo” quando os passageiros tentavam escapar da embarcação.
 
Acredita-se que a senhora foi uma empregada da viúva do presidente da empresa de telefonia Canadiense Sino Cie. Ambas embarcaram no Titanic como passageiras de primeira classe em Southampton, no Reino Unido. A dupla escapou da tragédia num barco de salva vidas que foi resgatado pelo Carpathia, um transatlântico que atracou em Nova Iorque.
 
De acordo com o jornal The Telegraph pensa-se que Rose escreveu a carta para Madame Ausein, cuja mãe também sobreviveu ao desastre.
 
A carta veio agora a público depois de um utilizador da comunidade online Reddit ter pedido ajuda na tradução de um conjunto de cartas escritas por Rose que comprou num leilão há cerca de dois anos.
 
Apesar de ainda não ter sido oficialmente autenticada, a carta fornece um relato rigoroso, em primeira mão, da noite em que o navio afundou. Na carta, a empregada revela que, mesmo 43 anos depois da tragédia de 15 de Abril de 1912, ainda tinha pesadelos com naufrágio.
 
“Sentimos debaixo dos nossos pés o convés a inclinar-se para as profundezas”, conta Rose. “Assistimos a cenas inesquecíveis, onde o horror se misturou com o heroísmo mais sublime. Mulheres, ainda em vestidos de noite, outras mal vestidas e despenteadas atropelaram-se para chegar aos barcos”, descreve a empregada.
 
Já no barco de salva-vidas, Rose remou “com tanta energia que as mãos sangravam e os pulsos estavam paralisados” já que era preciso avançar rapidamente para “escapar do enorme abismo que iria ser aberto no mar quando o Titanic afundasse”.
 
“De repente houve escuridão total, gritos, gritos horríveis”, conta uma das 745 pessoas que sobreviveu entre 2.229 passageiros e tripulantes a bordo do Titanic. Rose acabou por ser salva pelo transatlântico Carpathia no dia seguinte.

Pensa-se que a senhora escreveu a carta em 1955 a partir da sua casa em Grenoble, em França, após ter sido incentivada pela família a gravar as suas memórias da tragédia em papel. A antiga empregada acabou por falecer em Julho de 1964 e foi a mais longa sobrevivente francesa viva do desastre. 


Notícia sugerida por António Resende

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