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Resgatado com vida português raptado há 11 meses

João dos Santos, um comerciante de origem portuguesa raptado na Venezuela há 11 meses, acaba de ser resgatado com vida pela polícia daquele país. O homem, de 45 anos, foi descoberto pelas autoridades num "bunker" construído numa pequena casa.
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João dos Santos, um comerciante de origem portuguesa raptado na Venezuela há 11 meses, acaba de ser resgatado com vida pela polícia daquele país. O homem, de 45 anos, foi descoberto pelas autoridades num “bunker” construído numa pequena casa numa região conhecida como La Porfia de Las Trincheras, no estado de Carabobo.
 
De acordo com o jornal venezuelano El Nacional, João dos Santos foi libertado na manhã de ontem por elementos da divisão de sequestros (CICPC), que conseguiram alcançar a vivenda de difícil acesso onde o português foi mantido em cativeiro ao longo de quase um ano após ter sido raptado à saída de uma estação de serviço.
 
José Gregorio Sierralta, diretor geral do CICPC, disse aos jornalistas que, quando foi encontrado, o português se encontrava em bom estado de saúde apesar das dificuldades que teve de enfrentar, visto que viveu numa divisão diminuta construída debaixo da terra e foi submetido a maus tratos e “a uma grande violência”.
 
“As investigações continuam a decorrer. Temos uma pessoa do sexo feminino detida e estamos a trabalhar arduamente para encontrar os restantes membros desta organização criminosa”, garantiu Sierralta, que acrescentou que as autoridades acreditam que se trata de um grupo poderoso “tendo em conta a capacidade de organização que apresentam”. 
 
Em declarações aos jornalistas após o resgate, João da Silva afirmou que voltar a ver a luz do dia é como voltar à vida e expressou o seu agradecimento às autoridades. “Graças a Deus vou regressar à vida. Estou vivo”, declarou, visivelmente emocionado.
 
O comerciante português descreveu ainda o local onde esteve preso pelos raptores. “Era uma espécie de sótão com dois por três metros e com uma lâmpada incandescente porque não havia luz natural. Havia também um pequeno colchão de cartão e era aí que dormia”, partilhou.

Notícia sugerida por David Ferreira e Maria Manuela Mendes

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