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Rapaz descobre mamute conservado na perfeição

Um rapaz de 11 anos descobriu os restos de um mamute em estado de conservação "excecional" enquanto passeava com o irmão junto às margens do rio Yenisei, no norte da Rússia.
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Um rapaz de 11 anos descobriu os restos de um mamute em estado de conservação “excecional” enquanto passeava com o irmão junto às margens do rio Yenisei, no norte da Rússia. O anúncio foi feito esta sexta-feira por um cientista especialista neste tipo de mamíferos gigantes extinto há milhares de anos.
 
Em declarações à AFP, Alexei Tikhonov, diretor do museu zoológico de São Petersburgo, revelou que a descoberta aconteceu em Agosto, perto do Golfo de Yenisei, às margens do Oceano Ártico, onde o animal foi conservado numa camada de solo constituída por terra, gelo e rochas permanentemente congelados denominada “permafrost”.
 
“O Jenia Evgueni Salinder, um menino de 11 anos, passeava com o irmão nas margens do Yenisei. Ele sentiu um cheiro desagradável e viu que algo sobressaía: eram as patas do mamute”, contou Tikhonov.
 
O cientista informou que “o esqueleto está quase completo” e que “inclusive pode ver-se o coração inteiro na caixa torácica”. “Pode dizer-se que é o mamute do século”, considerou, estimando que o valor da descoberta seja apenas superado pelo de um outro exemplar da espécie encontrado em 1901.
 
Segundo Tikhonov, a causa da morte do mamute estará relacionada com a perda de uma das suas defesas. “Aos 15 anos, os mamutes entravam no período de reprodução e a matriarca excluía-os da manada. Esta é a idade mais difícil, com uma grande quantidade de 'stress' e uma elevada taxa de mortalidade. O mesmo acontece com os elefantes”, explicou.
 
Os restos do mamute foram, entretanto, levados de helicóptero até Dudinka, a principal cidade da península de Taimyr, onde foi encontrado, estando a ser mantidos num depósito escavado no solo gelado, adiantou o diretor do museu.
 
“Temos a intenção de levá-lo para São Petersburgo ou para Moscovo para estudá-lo”, declarou Tikhonov, que disse que o mamute recebeu o nome do menino que o descobriu, Jenia, membro de uma família de nómadas. “A mãe dele morreu há pouco tempo quando dava à luz. Esperamos que a família receba uma recompensa”, concluiu.

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