Cultura

Rádio escolar motiva alunos em Aveiro

Na escola de 2º e 3º ciclos da vila de Vagos, Aveiro, 12 alunos do Curso de Educação e Formação (CEF) de Serviço de Mesa são também locutores de rádio. Todas as sextas-feiras passam "os discos pedidos" pelos colegas, mas ao longo da semana divulgam t
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Na escola de 2º e 3º ciclos da vila de Vagos, Aveiro, 12 alunos do
Curso de Educação e Formação (CEF) de Serviço de Mesa são também
locutores de rádio. Todas as sextas-feiras passam “os discos pedidos”
pelos colegas, mas ao longo da semana divulgam também outras atividades
a decorrer no espaço escolar. A iniciativa foi um sucesso; segunda fase
de inscrições conta já com um grupo de 15 alunos.

A rádio está no ar desde dezembro e, no passado mês de março, foi assinado um protocolo com a rádio Vagos FM. Trata-se, no fundo, de um “intercâmbio entre as duas rádios”, explica o professor Alexandre Faria, responsável pelo projeto escolar: os profissionais da Vagos FM deslocam-se à escola para efetuar algumas emissões e os alunos podem produzir o seu próprio material nos estúdios da Vagos FM.

Ao jornal local O Ponto, Júlio Castro, diretor do agrupamento escolar, frisa que “[a rádio] é importante porque permite aos alunos contactar com uma outra realidade que é a comunicação social, ao mesmo tempo que desenvolvem a sua oralidade, a sua escrita e refletem sobre as mais diversas situações”.

Os jovens locutores tiveram um mês de formação com o professor Alexandre Faria, já experiente em dicção e projeção de voz. “Foi muito interessante: a grande maioria destes alunos tem problemas de absentismo e poucas foram as vezes que alguns faltaram às cinco aulas marcadas em parte da hora do almoço (com a autorização da direção”, refere.

“Esta é uma forma de captar alguns alunos para a escola por outros meios que não os tradicionais”, acrescenta Alexandre Faria. O testemunho de um dos jovens locutores confirma a afirmação.

“Gosto muito de passar música para o resto dos alunos, os meus amigos e colegas se divertirem. Nunca fiz este tipo de atividades, mas estou a adorar a experiência. (…) No futuro gostava de ver ainda mais tempo de música e notícias, como se fosse uma rádio de verdade”, diz Juan Carlos, de 14 anos, citado pel’O Ponto.

O futuro do projeto é ainda incerto, mas Alexandre Faria está confiante: “este é um projecto que tem todas as características para poder continuar: os alunos têm gostado, e é sempre importante divulgar as actividades e nada melhor do que na rádio”. O docente afirma ainda a vontade de, mais tarde, incentivar os alunos na elaboração de blocos noticiosos, para “elevar ao extremo a noção e trabalho da rádio”.

[notícia sugerida pelo utilizador Francisco Santos]

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