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Quatro em cada cinco casos de deficiência visual são evitáveis

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia organiza rastreios visuais em Lisboa para assinalar o Dia Mundial da Visão
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por redação

O grupo SPO Jovem da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia vai promover dois rastreios gratuitos para deteção de doenças oculares como forma de comemoração do Dia Mundial da Visão, que este ano se assinala a 12 de outubro. Vão decorrer na Praça de S. Mamede e no Terreiro do Paço, junto ao Cais das Colunas e toda a população é convidada a participar.

Estes rastreios contam com o apoio do Núcleo Saúde Mais Próxima da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e da Essilor e estão abertos a adultos e crianças.

“Os rastreios da visão são fundamentais porque há várias doenças oculares que podem ser prevenidas ou tratadas se forem diagnosticadas a tempo”, confirma Manuel Monteiro Grillo, presidente da SPO. “A saúde visual é um dos aspetos ao qual é preciso dar mais atenção, mas cuja importância as pessoas ainda tendem a ‘esquecer’ ou negligenciar”, acrescenta o especialista.

O presidente da SPO alerta para o envelhecimento progressivo da população, uma tendência nacional e não só. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as deficiências visuais são, de facto, mais frequentes na população idosa, com os números mais recentes (2010) a revelar que 82% das pessoas invisuais e 65% das pessoas portadoras de défice de visão parcial ou total têm mais de 50 anos. Um envelhecimento “acompanhado por problemas visuais, que se complicam. Mas até para estes, graças aos avanços dos últimos anos na área da oftalmologia, é possível dar resposta e até mesmo evitar a cegueira”, reforça o especialista.

A catarata, uma doença que se caracteriza pela opacificação do cristalino, a lente natural do olho e está relacionada com o envelhecimento, é uma dessas doenças, cujos sintomas passam pela diminuição progressiva da acuidade visual, sensação de névoa, fotofobia, halos e dificuldade de visão em situações de luminosidade excessiva ou de muito pouca luz, o que pode originar fadiga ocular na condução e no trabalho com monitores. E ainda que não seja fácil a sua prevenção, é possível tratar este problema, que pode ser detetado atempadamente, com uma observação feita pelo médico oftalmologista.

O mesmo acontece com muitos dos erros refrativos, como a miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia, que podem ser corrigidos, sendo mais uma vez o diagnóstico precoce a melhor forma de evitar maiores problemas. “A consulta regular ao oftalmologista, sobretudo depois dos 40 anos, é muito importante. A prevenção é, aqui como em muitas outras áreas, a melhor arma”, reforça Manuel Monteiro Grillo.

Em Portugal, de acordo com a Direção-geral da Saúde, estima-se que cerca de metade da população sofra de alterações da visão, que vão da diminuição da acuidade visual à cegueira. São estas as estatísticas para as quais alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) por ocasião do Dia Mundial da Visão, que se assinala na semana em que Lisboa recebe o XXXV Congresso da Sociedade Europeia de Catarata e Cirurgia Refrativa (ESCRS), e que tem como principal objetivo sensibilizar e alertar a população para a necessidade de vigiar regularmente a saúde dos olhos, já que o diagnóstico precoce é um fator potencialmente decisivo para a prevenção das doenças oculares.

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