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Proposta para o Tua inclui barco, funicular e comboio

O plano multimodal proposto para o Tua junta comboio, funicular e barco e vai ?permitir ressuscitar? o percurso da antinha linha ferroviária, revelou esta sexta-feira o coordenador do estudo de mobilidade da região.
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O plano multimodal proposto para o Tua junta comboio, funicular e barco e vai “permitir ressuscitar” o percurso da antinha linha ferroviária, revelou esta sexta-feira o coordenador do estudo de mobilidade da região.
 
A construção do empreendimento Hidroelétrico da Foz Tua implica a submersão de parte da linha ferroviária do Tua, construída há 130 anos.

Em consequência disso, foi elaborado um plano de mobilidade, que está a ser gerido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT), e vai implicar um investimento de 40 milhões de euros.

 
À EDP caberá um investimento de 10 milhões de euros, enquanto os 30 milhões de euros serão provenientes de fundos comunitários.
 
Para o Tua propõe-se um sistema multimodal, que começará pelo transporte ferroviário até à barragem, com subida do paredão através de um elevador panorâmico (funicular) e depois viagem de barco até à Brunheda, onde se entrará novamente no comboio até Mirandela. A linha será reabilitada entre a Brunheda e o Cachão.
 
“Isso é um ressuscitar de uma linha que, neste momento, está parada”, salientou esta sexta-feira Eduardo Beira, que coordena o estudo histórico da linha ferroviária do Tua e do vale do Tua com ajuda dos investigadores da Universidade do Minho.
 
Para o investigador, o plano que foi apresentado publicamente esta sexta-feira, sobretudo dentro de um contexto turístico, “pode ser uma grande oportunidade para a região”.
 
“Um renascimento em moldes um pouco diferentes, mas o possível numa linha com 130 anos e construída com características que tornam muito difícil a sua reabilitação como linha de transporte interlocal”, frisou o responsável citado pela Lusa.

Trajeto pode atrair turistas
 
O especialista falava à margem da conferência internacional “Railroads in Historical Context” que reúne, em Alijó, 40 investigadores internacionais, operadores turísticos do Douro e responsáveis pela EDP.
 
O operador Ricardo Costa, que trabalha na zona do Pinhão (Douro), afirmou que a sua empresa está interessada neste novo produto turístico proposto para o Tua, que diz que pode potenciar a vinda de mais turistas ao território.
 
“É uma área nova, é uma captação de negócio novo que tem vantagens e riscos enormes, há aqui aspetos delicados a ter em consideração uma vez que vai haver interligação entre barco, funicular e comboio. Temos que articular tudo isto”, salientou.
 
Também a operadora Matilde Costa considerou que este produto pode ser “uma mais-valia” que se pode articular com o trabalho já desenvolvido pela sua empresa no Douro.
 
David Salvador trabalha na parte do Douro Internacional e considerou também que se trata de um “projeto com muito futuro e hipóteses”.
 
A barragem de Foz Tua representa um investimento de 370 milhões de euros e deverá entrar em funcionamento em setembro de 2016. A construção deste empreendimento tem sido muito criticada por ambientalistas e defensores da linha do Tua.

Parque Natural do Tua nasceu em Setembro

Apesar desta construção, no passado dia 24 de Setembro foi oficialmente criado o Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), por deliberação das Associações de Municípios da Terra Quente Transmontana e do Vale do Douro Norte.
 
O acordo para criação do parque garante que cerca de três quartos da dotação da EDP para o Fundo da Biodiversidade no âmbito do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua seja canalizado para a região e investido em desenvolvimento regional.
 
O plano de investimentos prevê numa primeira fase, uma série de investimentos para um período de 12 anos, sendo expectável que ao fim de 3 anos, o Parque esteja a funcionar em pleno. Os investimentos centram-se em duas vertentes, conservação da natureza e promoção turística.

Das doze acções prioritárias, destacam-se a criação de rotas temáticas, a certificação de produtos da região, através da criação de uma marca com vista a distinguir o potencial gastronómico, implementação de medidas para redução do risco de incêndio e a elaboração de guias sobre o Património Natural do PNRVT, onde se faça a divulgação dos principais valores naturais e se promova a sensibilização para a sua conservação.

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