Ambiente

Projeto português quer preservar anfíbios

O Centro de Investigação e Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto, está a desenvolver um projeto de recuperação de habitats dos anfíbios, para que a espécie seja protegida e possa, assim, cumprir uma importante função:
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[Foto: © Luis Fernández García]

O Centro de Investigação e Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto, está a desenvolver um projeto de recuperação de habitats dos anfíbios, para que a espécie seja protegida e possa, assim, cumprir uma importante função: controlar a população de insetos que possam ser vetores de doenças.

Sapos e rãs são espécies cada vez mais ameaçadas devido a atividades como a construção civil e a agricultura, que se apropriam dos seus habitats. Por isso, a equipa do CIBIO tem vindo a identificar zonas degradadas importantes para estes animais que necessitam ser recuperadas.

“Estamos a identificar áreas onde possamos construir novos habitats para substituir aqueles que foram destruídos e identificar outros que possam ser preservados a médio e longo prazo, acima de tudo charcos ou lagoas, pequenas massas de água parada, importantes não só para anfíbios, mas também para outras espécies [répteis, aves aquáticas e plantas]”, explicou o coordenador do projeto, José Teixeira, à agência Lusa.

Além de terem “uma grande importância nos ecossistemas porque fazem parte da dieta alimentar de muitas espécies”, os anfíbios são também um importante agente de controlo de insetos e potenciais pragas.

“Ao serem predadores importantes de invertebrados, nomeadamente de insectos, são para o homem auxiliares da agricultura e acabam por controlar vários insectos que são vectores de doença, como os mosquitos”, referiu José Teixeira.

Tendo em conta que existem em Portugal duas espécies de anfíbios ameaçadas, a salamandra-lusitânica e o tritão, o projeto do CIBIO visa estabelecer acordos com diversos proprietários e a atuar em algumas lagoas do Mindelo, região que acolhe grande parte das espécies de anfíbios conhecidas no nosso país.

Este projeto prolonga-se por dois anos e depois será realizado um trabalho de monitorização para seguir a evolução dos locais com intervenção.

A iniciativa, com um orçamento entre 130 mil e 140 mil euros, tem alguns parceiros, como o Oceanário de Lisboa ou a Agência Portuguesa do Ambiente.

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