Ciência

Projeto estuda conservação do Queijo Serra da Estrela

Um projeto português pretende abrir portas a novos clientes e mercados na comercialização do Queijo Serra da Estrela DOP. "Um choque tecnológico e uma grande dose de inovação" é o objetivo do projeto, de modo a que o produto ultrapasse as dificuldade
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Um projeto português pretende abrir portas a novos clientes e mercados na comercialização do Queijo Serra da Estrela DOP. “Um choque tecnológico e uma grande dose de inovação” é o objetivo do projeto que quer ajudar o produto a ultrapassar as dificuldades de conservação e exportação.
 
Este projeto está a ser desenvolvido pela BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, em parceria com a Universidade do Minho e a queijaria Casa Matias, e visa responder às dificuldades de comercialização no mercado externo e à “desvalorização económica”.

Segundo João Matias, investigador e administrador da BLC3, este produto tradicional aguenta muito pouco tempo de conservação. Por isso, o projeto aposta num novo revestimento que retardará o aparecimento de bolor e permitirá o alargamento do prazo de validade “sem alterar minimamente as características”.

Este “revestimento comestível, sem sabor, inodoro e de cor neutra” que, segundo António Vicente, investigador da Universidade do Minho, já foi aplicado noutros queijos de sucesso, faz com que o queijo possa ser mais facilmente exportado.
 

De modo a responder aos novos padrões de consumo, pretende-se ainda vender o queijo em fatias, “numa embalagem que mantenha a textura da fatia e permita a sua conservação”. Estes procedimentos poderão fazer com que este produto de excelência da gastronomia portuguesa entre no mercado gourmet.
 
Amplamente premiado e considerado um dos melhores do mundo, o Queijo Serra da Estrela DOP arrisca-se a entrar em vias de extinção, ao ser subvalorizado junto do consumidor. Caso o queijo se extinga, o mercado nacional e a vida dos pastores, cujos rebanhos dão leite para o queijo – da raça Bordeleiras Serra da Estrela – serão afetados.
 
O projeto começará a ser aplicado no terreno no prazo máximo de dois anos,  com o intuito de encontrar soluções para travar a decadência. Em Março, este projeto será candidato ao QREN, através do “Compete – Programa Operacional Fatores de Competitividade”.

[Notícia sugerida por Vítor Fernandes]

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