Negócios e Empreendorismo

Produtos açorianos a caminho da “gigante” Walmart

O empresário português Manuel Fernandes, dono da empresa de retalho e produtos alimentares Lusitano Food Products, com sede nos EUA, pretende colocar produtos de origem açoriana na maior cadeia de distribuição do mundo, a Walmart.
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O empresário português Manuel Fernandes, emigrante e dono da empresa de retalho e produtos alimentares Lusitano Food Products, com sede nos EUA, pretende colocar produtos de origem açoriana naquela que é considerada a maior cadeia de distribuição do mundo, a norte-americana Walmart.
 
“É minha intenção colocar produtos açorianos na Walmart”, afirmou Manuel Fernandes em declarações aos jornalistas  à margem do “I Encontro Empresarial da Diáspora dos Açores”, que arrancou esta quinta-feira em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, e termina na sexta-feira na Ilha Terceira.
 
“A minha empresa foi a primeira a colocar produtos nacionais naquela cadeia”, realçou Manuel Fernandes, que reside em New Bedford, na costa leste dos EUA, citado pela Lusa. 
 
Segundo o empresário, os produtos açorianos já são colocados na cadeia de lojas Stop & Shop, de capital holandês e que tem cerca de 800 lojas em território norte-americano, em particular em locais onde existem comunidades portuguesas.
 
Existem ainda produtos de origem açoriana numa outra cadeia que opera também no mercado dos EUA, a Market Plast, de capital grego, com cerca de 90 lojas. Porém, Manuel Fernandes quer agora ampliar a oferta e abraçar um desafio de maiores dimensões: a Walmart.
 
“Não é fácil vender às grandes superfícies como a Walmart. São exigentes, geram números que têm de ser bem positivos para aceitar o produto”, admitiu, defendendo que, apesar de tudo, as grandes cadeias são sensíveis a produtos de todos os países devido à diversidade ética dos EUA.

Empreendedorismo português prolifera nos EUA

Manuel Fernandes é um dos 14 cidadãos de origem portuguesa a participar neste evento, que reúne empresários dos Açores e da diáspora, oriundos do Canadá, EUA, França e Reino Unido.
 

James G. Mello, da Acushnet Rubber Company, Inc., também com sede nos EUA, é outro empresário que está a marcar presença no encontro, tendo revelado aos jornalistas a intenção de criar uma unidade nos Açores para o fabrico de peças de borracha e plástico que pretende, depois, enviar para a Europa, aproveitando a mão-de-obra disponível no arquipélago. 
 
O empresário, cuja empresa gera 100 milhões de dólares de volume de negócios por ano, detém três fábricas (uma nos EUA, outra na Tailândia e uma última em Lisboa) e emprega, atualmente, 1.400 pessoas, 70% das quais de nacionalidade portuguesa, e está também a estudar a possibilidade de levar açorianos para trabalhar nos EUA nas fábricas da sua companhia.
 
Igualmente presente no evento está Edward Melo, natural de São Miguel e emigrado em New Bedford que está à frente da agência de viagens Columbia Travel Agency, com sede nos EUA. O português ambiciona aumentar o interesse turístico dos norte-americanos pelos Açores, razão pela qual criou um site de divulgação que está a registar “boa adesão”.
 
Segundo Edward Melo, o interesse despertado prende-se com motivações ligadas à Natureza, que o fazem acreditar que os Açores “serão um futuro para o turismo”, embora seja ainda necessário, ressalvou, aumentar a oferta de transporte aéreo. 
 

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