Saúde

Prevenir e tratar problemas da tiróide

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Numa altura em que se assinala a Semana Internacional da Tiróide, o Boas Notícias falou com a drª Maria João Oliveira, Coordenadora do Grupo de Estudo da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, para saber como prevenir e combater as doenças que afetam esta glândula. Em Portugal mais de 1 milhão de portugueses tem problemas de tiróide embora a maior parte desconheça a doença.
 
O que é a tiróide?
 
A tiróide é uma pequena glândula localizada na face anterior do pescoço. É uma glândula de secrecção endócrina, ou seja, produz hormonas que são libertadas para a circulação sanguinea. Estas hormonas são a T3 e a T4 que controlam o metabolismo do organismo e o crescimento.
 
Qual a diferença entre hipertiroidismo e hipotiroidismo?
 
No hipertiroidismo há um excesso de produção de hormonas pela tiróide enquanto que na situação oposta, hipotiroidismo, verifica-se um défice destas hormonas.
No hipertiroidismo, o metabolismo está acelerado e a pessoa queixa-se de emagrecimento com apetite excessivo, nervosismo, palpitações, intolerância ao calor, hipersudorese, insónia, diarreia.
O hipotiroidismo caracteriza-se por fadiga, aumento de peso, cansaço fácil, maior sensibilidade ao frio, pele seca, queda de cabelo, obstipação.
 
Há maneira de prevenir problemas de tiróide (causas)?
 
Algumas doenças da tiróide não podem ser prevenidas.
As alterações na morfologia da glândula ou da função que são devidas ao défice de iodo podem ser prevenidas com um aporte suficiente deste elemento essencial à síntese hormonal tiroideia. Alguns fármacos e radiações ionizantes podem também ser responsáveis por uma disfunção tiroideia ou por aparecimento de nódulos e tumores malignos no caso da radiação excessiva.
 
Há pessoas mais propensas a doenças da tiróide?
 
As doenças da tiróide são mais frequentes no sexo feminino, principalmente após os 35-40 anos. Mas há outros grupos de risco, como pessoas que vivem em áreas com grande défice em iodo, pessoas com história familiar de doença tiroideia, pessoas sujeitas a exposição excessiva a radiação ionizante, pessoas com doenças auto-imunes ou diabetes tipo 1, pessoas submetidas a determinados tratamentos médicos podem desenvolver com mais frequência doenças da tiróide.
 
Como é feito o diagnóstico?
 
O funcionamento da tiróide é fácil de avaliar através de uma análise laboratorial. Cabe ao médico decidir se a pessoa deve ou não efectuar essa análise, após avaliação clínica.
O melhor exame para avaliação da morfologia e estrutura desta glândula é a ecografia. Nalgumas circunstâncias é necessário fazer uma cintigrafia tiróideia ou uma biopsia aspirativa.
 
Que tratamentos existem?
 
O tratamento do hipotiroidismo é substitutivo e faz-se com a toma da levotiroxina que é a hormona tiróideia T4. Habitualmente é um tratamento crónico.
O hipertiroidismo trata-se com fármacos que são anti-tiroideus e, nalgumas circunstâncias, é necessário recorrer a um tratamento com Iodo radioactivo ou cirurgia.
Quando necessário, o tratamento dos nódulos da tiróide é cirúrgico e o tratamento do cancro da tiróide faz-se com cirurgia e doses mais elevadas de Iodo radioactivo.
 
Quando é que a operação (remoção) se apresenta como única solução?
 
Em caso de nódulos benignos tiróideus muito volumosos ou que causem sintomatologia compressiva pode ser preciso recorrer à cirurgia.
Em caso de nódulos malignos (cancro) geralmente faz-se a remoção da glândula.

Qual a relação entre hipófise e tiróide?
 
A hipófise controla o funcionamento da tiróide através de uma hormona – TSH ou hormona tireoestimulante.
Em caso de défice de produção hormonal tiróideia – T3 e T4 – a hipófise secreta mais TSH para estimular a tiróide; se há um aumento de produção da T3 e T4 estas, através de um mecanismo de feedback negativo sobre a hipófise, inibem a libertação de TSH.
Se a hipófise não produzir TSH a tiróide não é estimulada e o seu funcionamento é deficiente.

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