Sociedade

Praxe: Caloiros distribuem abraços no Hospital de S.João

Cerca de uma dezena de estudantes universitários fez desta quinta-feira um dia mais feliz para os utentes e funcionários do Hospital de São João, no Porto. No âmbito de uma "praxe solidária", os caloiros passaram a manhã a distribuir abraços.
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Cerca de uma dezena de estudantes universitários fez desta quinta-feira um dia mais feliz para os utentes e funcionários do Hospital de São João, no Porto. No âmbito de uma “praxe solidária”, os caloiros passaram a manhã a distribuir abraços (e desejos de boas festas) a quem esperava por consulta.
 
Embora alguns se tenham esquivado, a grande maioria dos utentes, visitantes, médicos e enfermeiros acolheram a iniciativa, literalmente, de braços abertos e apreciaram o gesto dos jovens, promovido pela Associação Free Hugs – Abraços Grátis.
 
“Viemos com os caloiros distribuir carinho, amor e afeto, exatamente a uma semana do Natal, na forma de abraços”, disse à Lusa o presidente da associação, Diogo Rodrigues, de 21 anos, que afirmou considerar importante “dar uma palavra de força e de apreço a quem mais precisa”.
 
Segundo o aluno de primeiro ano de mestrado em Gestão Desportiva, “a vida académica não é só vida boémia” e esta iniciativa, que se realizou pelo terceiro ano consecutivo, é a prova disso, representando os “outros valores” a transmitir pela praxe, que passam, também, por “distribuir amor a quem mais precisa”.
 
Alexandre Costa, um dos caloiros da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, garantiu partilhar da mesma opinião, sublinhando que “há espaço para todas as vertentes da praxe nas universidades”. “A maioria das pessoas tem gostado de ser abraçada – há sempre algumas que não querem mas há que respeitar”, realçou.  
 
Desta maioria fez parte Américo Alves, de 69 anos, que esperava por uma consulta de cardiologia e admitiu que bastou um abraço para “ficar logo bem-disposto”. “Eu estou perplexo por ver isto no Hospital de São João”, confessou. 
 
Também Arnaldo Pereira, de 48 anos, seguiu para a sua consulta de coração quente depois de ter sido abraçado por três jovens, assegurando que a proximidade “ajuda as pessoas a esquecer os problemas, quer de saúde, quer de outros tipos”.
 
“As pessoas, infelizmente, só se lembram no Natal, mas [durante] todo o ano as pessoas precisam de ajuda e encorajamento, portanto, era bom que fosse todos os dias”, considerou o utente. 
 
Agostinho Neves, de 68 anos, andava pelos corredores do serviço de consulta externa do S. João sem ter consulta ou alguém para visitar quando os abraços começaram – segundo confessou à Lusa, gosta de andar pelo hospital para “matar saudades” do tempo em que a mulher lá trabalhava antes de ali morrer de cancro.
 
“É engraçado que todos os dias pedem silêncio e agora vêm para aqui fazer barulho só por ser Natal”, observou, depois de ser abraçado por um grupo de cinco caloiros, um mimo que acolheu com satisfação. 
 
“Tudo o que é juventude é bonito, são como as flores num jardim”, defendeu, louvando a iniciativa por acreditar que “é importante andar bem-disposto”.

Notícia sugerida por Maria da Luz

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