Ambiente

Portugueses criam ‘outdoors’ biodegradáveis

Um grupo de investigadores portugueses desenvolveu 'outdoors' biodegradáveis feitos à base de fibras de soja, milho e bambu. A equipa de investigação resultou da colaboração entre a Escola de Engenharia da UMinho e a Universidade Fernando Pessoa.
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Um grupo de investigadores portugueses desenvolveu 'outdoors' biodegradáveis feitos à base de fibras de soja, milho e bambu. A equipa de investigação resultou da colaboração entre a Escola de Engenharia da Universidade do Minho e a Universidade Fernando Pessoa, sendo que o projeto visa, em primeira instância, a proteção ambiental.
 
De acordo com o comunicado de imprensa enviado ao Boas Notícias, a patente da invenção já foi pedida e o projeto pioneiro conta com o apoio de empresas nacionais e internacionais. A ideia partiu do facto de a publicidade continuar a recorrer a materiais não biodegradáveis, mesmo que o seu uso tenha sido proibido, por lei, há 24 anos.
 
Estes novos outdoors biodegradáveis deverão ter um custo semelhante aos suportes convencionais. Em vez de se recorrer ao habitual poliéster laminado ou ao revestimento de resina de PVC (provado ser prejudicial aos sistemas imunitário, reprodutivo e endócrino, a impressão das imagens passará a ser feita em materiais biodegradáveis como as fibras de soja, milho e bambu, sem graves consequências ambientais nem impactos negativos na saúde pública.
 
Além da preocupação com os materiais biodegradáveis, esta investigação concentrou-se, também na inovação. Desta forma, foi desenvolvida uma aplicação de cristais líquidos cuja elevada capacidade cromática permite que um mesmo outdoor seja capaz de transmitir diferentes mensagens e cores. A patente deste aspeto inovador aguarda confirmação pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
 
Jorge Neves, docente do Departamento de engenharia Têxtil da Universidade do Minho, espera que “os anunciantes deixem de usar materiais com propriedade tóxicas e que são prejudiciais à saúde”. Os primeiros cartazes ecológicos devem ser afixados em breve, seguindo-se a produção em série.

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