Ciência

Portuguesa descobre maior inseto subterrâneo da Europa

O maior inseto subterrâneo terrestre da Europa foi descoberto nas grutas do Algarve pela bióloga portuguesa Ana Sofia Reboleira, aumentando assim para sete as espécies novas descobertas em Portugal.
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O maior inseto subterrâneo terrestre da Europa foi descoberto nas grutas do Algarve pela jovem bióloga portuguesa Ana Sofia Reboleira, aumentando assim para sete o número de espécies novas encontradas por esta investigadora.
 
Vulgarmente conhecido como 'peixinhos-de-prata' ou 'traças-dos-livros', o inseto tem o nome científico de Squamatinia algharbica e, segundo a bióloga Sofia Reboleira, em declarações à agência Lusa, “tem a particularidade de ser o maior inseto subterrâneo da Europa e o segundo maior tisanuro do mundo”.
 
Com três centímetros de comprimento, sem olhos, despigmentado e possuidor de apêndices como antenas e cercos “extremamente desenvolvidos”, o inseto pertence a um novo género e a uma nova espécie, que “vive apenas nas grutas do Algarve, desenvolvendo todo o seu ciclo de vida no meio subterrâneo e não sobrevivendo no exterior”, explica a bióloga.
 
Trata-se, de acordo com Sofia Reboleira, de “uma relíquia biogeográfica, que terá sobrevivido a vários episódios de alterações climáticas, refugiado no meio subterrâneo” que habita.
 
O inseto foi há poucos dias publicado na revista cientifica da especialidade “Zootaxa”, descrito pelo entomólogo Luís Mendes, do Instituto de Investigação Científica e Tropical.
 
A descoberta ocorreu no âmbito do doutoramento de Ana Sofia Reboleira no Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, orientado pelos professores Fernando Gonçalves (do Departamento de Biologia da mesma universidade) e Pedro Oromí, da Universidade de La laguna, Espanha.
 
Com esta aumentam para sete as novas espécies já descritas pela investigadora e bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia que tem contribuído para o reforço do património biológico de Portugal e alertado para a importância destas espécies como “um valor natural em risco pela falta de medidas específicas de proteção para os habitats subterrâneos”.
 
Durante o trabalho realizado em grutas da Serra D'Aires e Candeeiros, no Algarve e em Montejunto descobriu também três escaravelhos e um pseudoescorpião e, mais recentemente, uma espécie de insetos primitivos, os colêmbolos, durante uma expedição à gruta mais profunda do mundo, no Mar Negro.

[Notícia sugerida por Sofia Baptista]

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