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Portugal tem mais um herói do Holocausto

Já há quatro portugueses na lista de heróis do Holocausto. Os responsáveis do Yad Vashem, Memorial do Holocausto em Jerusalém, acabam de revelar que o padre Joaquim Carreira também foi reconhecido por ter ajudado a salvar judeus.
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Já há quatro portugueses na lista de heróis do Holocausto. Os responsáveis do Yad Vashem, Memorial do Holocausto em Jerusalém, acabam de revelar que o padre Joaquim Carreira também foi reconhecido por ter ajudado a salvar judeus durante a perseguição nazi.  
 
A informação é avançada pelo jornalista António Marujo no blogue Religionline. Segundo o antigo jornalista do Público, a decisão do Yad Vashem já foi tomada em Setembro mas só agora foi divulgada.

Ainda assim, no site oficial do Yad Vashem, a lista dos portugueses considerados “Righteous among Nations” (Justos entre as Nações, em português) ainda não está atualizada. A lista online refere apenas o nome do cônsul Aristides Sousa Mendes e do embaixador da Hungria, Carlos Sampayo Garrido.

Segundo o Religionline, o português José Brito Mendes, operário residente em França na época do Holocausto, também foi distinguido por ter conseguido salvar uma menina, filha de judeus, que, juntamente com a sua mulher, criou como se fosse sua própria filha. Contudo, Brito Mendes está na lista de cidadãos franceses, uma vez que na época vivia em França e era casado com uma francesa.


Ainda de acordo com o artigo de António Marujo, o padre Joaquim Carreira, que durante a II Guerra Mundial foi vice-reitor e depois reitor do Colégio Português em Roma, recolheu nas instalações da escola várias pessoas perseguidas pelo regime nazi, entre eles a família judaica Cittone, que ainda hoje reconhece que o padre português lhes salvou a vida. 

“Leis injustas e desumanas”
 
Três elementos da família Cittone encontravam-se abrigados no colégio durante uma busca das tropas nazis mas conseguiram escaparam sem serem detetados. 

Num relatório sobre a atividade do colégio, o padre Carreira terá deixado, relata o blogue de António Marujo, um testemunho da sua ação: “Concedi asilo e hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis injustas e desumanas”. 

Neste momento, a lista de pessoas reconhecidas como “Justos entre as Nações” já tem mais de 25 mil nomes. Entre eles o de quatro portugueses que “arriscaram a vida para salvar judeus” da morte. 

Notícia sugerida por Maria Pandina e António Resende

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