Ambiente

Portugal cria 1º biocombustivel a partir de giestas

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Investigadores portugueses do interior centro do país desenvolveram o primeiro biocombustível a partir das giestas, ervas que crescem espontaneamente e cujo único destino é habitualmente serem consumidas pelos incêndios florestais. Esta inovação insere-se num projeto que concorreu aos fundos comunitários e foi recentemente apresentado em Bruxelas.

Por detrás do novo biocombustível está a BLC 3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, que se encontra a desenvolver desde 2010 o projeto BioRefina-Ter, cujo objetivo é realizar estudos sobre o aproveitamento de recursos endógenos para a produção de biocombustíveis e outros bioprodutos, explica o site da entidade.

O bio-crude agora criado vai ser refinado, em laboratório, de forma a obter-se biocombustíveis substitutos da gasolina e do gasóleo. O Laboratório Nacional de Emergia e Geologia veio já dizer que este é “um projeto prioritário e de grande interesse nacional”, dado que possui uma rede de conhecimento com mais de 20 entidades de I&D de dois países.

Desta forma, assegura-se “a criação de um consórcio de excelência para o desenvolvimento de uma das mais promissoras indústrias do século XXI – a bioenergia”, explica um comunicado da empresa.

O projeto vai arrancar nos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e Góis, com a construção de uma Biorrefinaria de demonstração com capacidade para produzir cerca de 25 milhões de litros de combustível
As giestas são um tipo de vegetação bastante comum naquela região do país, e graças à sua composição rica em açúcares, é uma excelente fonte para obter biocombustíveis de 2ª geração.

“Quando o conceito tecnológico estiver provado e a logística operacionalizada, o BioRefina-Ter tem a pretensão de alavancar a indústria nacional de bioenergia, replicando o modelo em todo o país, por via de uma biorrefinaria que poderá gerar entre 250 a 300 milhões de litros de biocombustíveis”, informa o comunicado.

Além da poupança que este produto pode vir a trazer ao país, na ordem dos 1500 milhões de euros respeitantes à diminuição das importações de petróleo, não prejudica as culturas alimentares nem a floresta, já que a sua matéria-prima são os matos incultos existentes em solos sem capacidade para uso agrícola.

O projeto espera agora a resposta de Bruxelas, acerca dos 118 milhões de euros de fundos comunitários para o seu desenvolvimento.

[Notícia sugerida por Ana Isa Fernandes, Teresa Teixeira e Vitor Fernandes]

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