Inovação e Tecnologia

Portugal constrói aeronave inovadora e sustentável

NULL
Versão para impressão
Um dirigível capaz de permanecer meses no ar e 100 por cento livre de emissões de CO2 foi construído na Maia, numa fábrica têxtil. Depois de quatro anos de trabalho o “Nature Friendly Airship Program” está pronto para o encontro com o mundo e com potenciais investidores, conforme avança o jornal Público.

A ideia de criar este dirigível de última geração partiu de Cassiano Rodrigues, ex-piloto e dono da empresa de aviação Nortávia e da fábrica Rodrilinea, onde a aeronave foi construída.

Com uma equipa de sete profissionais e um investimento de quase dois milhões de euros, a Nortávia está pronta para mostrar ao mundo o seu NFAP – Nature Friendly Airship Program, um dirigível aéreo pioneiro a nível mundial.

Este projeto tem muitas vantagens a seu favor a começar pelo facto de ser  versátil, podendo chegar onde mais nenhum meio de transporte chega. A aeronave tem capacidade para estar no ar horas, dias ou meses com um número de pessoas que pode variar de acordo com a escala em que for costruído.

O dirigível português prima ainda pela segurança, já que é feito à prova de queda e usa o material mais inerte de todos, o hélio, que não é inflamável nem explode, ao contrário do hidrogénio.

Além disso é sustentável, com uma pegada de carbono nula, já que é exclusivamente alimentado por energia elétrica gerada a partir de um sistema inovador que junta um gerador de biocombustível, baterias, células fotovoltaicas e um motor eléctrico. Pode também ser conduzido autonomamente, sem necessidade de incluir piloto a bordo, conforme explica o jornal Público.

Inicialmente a ideia de Cassiano Rodrigues era usar este dirigível para fins o turísticos, mas atualmente a equipa acredita que esta aeronave pode servir muitos outros fins. “Lembrámo-nos das missões de vigilância da floresta, da orla costeira, dos pipelines de petróleo”, acrescenta Hugo Palma, da direção de Investigação e Desenvolvimento da Nortávia ao jornal Público.

Este projeto contou com um co-financiamento comunitário do Programa Operacional Regional do Norte, o ON.2, de cerca de 500 mil euros. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N) tem acompanhado e facilitado o acesso do projeto aos financiamentos comunitários e pretende continuar a contribuir para o desenvolvimento de um modelo de exploração, com objetivos de industrialização e comercialização.

[Esta notícia foi sugerida pelos utilizadores Vitor Fernandes e Patrícia Guedes]

Comentários

comentários

BN TV

O Boas Notícias está de volta!

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório