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Patient Innovation entrega Prémios a Doentes e Cuidadores Inovadores em cerimónia da Comissão Europeia na Gulbenkian

Entrega de prémios Patient Innovation por Comissário Europeu Carlos Moedas, Ministro Manuel Heitor, Presidente da Gulbenkian Isabel Mota e Prémio Nobel Sir Richard Roberts
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por redação

A Patient Innovation (associação sem fins lucrativos) vai realizar a 3ª cerimónia de entrega dos Patient Innovation Awards, em conferência organizada pela Comissão Europeia em colaboração com o Governo Português e a Fundação Calouste Gulbenkian intitulada “Opening up to an era of social innovation”, no dia 28 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O Patient Innovation é uma plataforma online que foi criada com o objetivo de promover a partilha de soluções inovadoras desenvolvidas por doentes e cuidadores para ultrapassar problemas impostos por uma doença ou condição de saúde. A plataforma que reúne hoje um portfolio superior a 800 inovações e é usada por mais de 60 mil utilizadores de todo o mundo, tem recebido inúmeros prémios merecendo destaque o título de Non-profit Startup of the Year e o reconhecimento do anterior Secretário Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon.

Depois do sucesso da 2ª edição dos Patient Innovation Awards, que decorreu na Web Summit de 2016, a associação volta a atribuir prémios a doentes inovadores de todo o mundo, incluindo este ano uma nova categoria “Patient innovation Lifetime Achievement Award” que será entregue a Robin Cavendish, a título póstumo (1930 – 1994) e a CaveDiana Cavendish (que virá a Lisboa). Robin foi um sobrevivente da pólio e figura histórica que revolucionou a forma como hoje pensamos nos direitos, capacidades e potencial inovador das pessoas imobilizadas, cuja vida com Diana é retratada no filme que tem estado nos cinemas (Vive), produzido pelo filho “Jonathan Cavendish”. A defesa do prémio será feita por Sir Richard Roberts, Prémio Novel da Medicina e membro do Advisory Board do Patient Innovation.

Adicionalmente são quatro os projetos vencedores que se destacaram de entre mais de 500 soluções a concurso, oriundas de todo o mundo nas seguintes categorias:

  • “Inovador de país em vias de desenvolvimento”

Gérard Niyondiko (Burkina Faso) quase morreu de malária e viu 6 dos seus 12 irmãos morrer desta horrível doença que mata mais de 400 mil pessoas por ano. A única forma de evitar a picada do mosquito e consequente infeção do parasita da malária é através de inseticidas ou redes mosquiteiras, soluções não viáveis para pessoas que vivem em extrema pobreza. Com o objetivo de proteger do mosquito da malária uma comunidade que vivia em pobreza extrema, Gérard criou um sabão (o Faso Soap) feito com ingredientes extraídos de plantas locais (manteiga de carité, erva-limão, tagetes, etc.). O sabão tem um odor que afasta os mosquitos durante 6 horas, sendo uma solução acessível a famílias em países em desenvolvimento. Estima-se que o sabão Faso possa salvar 100.000 vidas até 2020.

  • “Cuidador Inovador”

A dinamarquesa Lise Pape, inspirada pela luta do pai com a evolução da doença de Parkinson, desenvolveu o Path Finder. Esta doença está associada a episódios de rigidez da marcha, levando à queda desamparada dos indivíduos nesta condição. O pai de Lise tentava sistematicamente ultrapassar este problema pedindo auxílio à sua esposa, que lhe indicava qual seria o passo seguinte quando via o seu andar congelado. Lise, com medo que o pai caísse, quando a mãe não estivesse por perto, criou um dispositivo que projeta uma luz no chão ajudando-o a perceber qual o próximo passo a dar. Esta solução tem tido um surpreendente impacto na qualidade de vida de doentes de Parkinson.

  • “Cuidador Inovador”

O Norte Americano Bodo Hoenen, que desenvolveu uma ortótese robótica para o braço da sua filha, Lorelei, de cinco anos que sofre de mielite flácida aguda, uma doença neurológica que lhe causou debilidade no braço. A ortótese integra funcionalidades de aprendizagem automática que permitiu identificar quando a criança quer levantar o braço e acompanhando-a no movimento. Lorelei usou a ortótese robótica para fazer fisioterapia de forma a voltar a ganhar mobilidade, ao fim de um curto período de tempo já conseguia agarrar objetos leves.

  • “Doente Inovador”

Rita Basille (França) criou o Handiplat, depois de ter perdido o movimento do braço num acidente de trabalho. Para além de ter que lidar com a sua nova condição física, Rita não suportava a ideia de estar dependente de alguém para comer e cozinhar. Como conseguia usar o segundo braço decidiu criar um tabuleiro que lhe permite imobilizar os alimentos de forma a poder cortá-los sem recorrer à ajuda de ninguém. Esta solução, apesar de muito simples, tem tido uma utilidade elevada para amputados, bem como doentes com Parkinson e Alzheimer.

Os projetos foram avaliados por um júri internacional que integra reconhecidos especialistas das áreas da inovação, empreendedorismo e saúde, incluindo 2 Prémios Nobel. A seleção dos vencedores foi feita tendo em conta as características de inovação, o potencial e impacto social e na saúde da solução desenvolvida.

A cerimónia de entrega de prémios, a ter lugar dia 28 de novembro, às 14h, vai contar com a presença dos cinco laureados e de vários speakers: Pedro Oliveira, líder e fundador do Patient Innovation e Professor da Católica Lisbon School of Business and Economics, Helena Canhão, líder e Chief Medical Officer do Patient Innovation, médica e professora na Universidade Nova de Lisboa, Comissário Europeu Carlos Moedas, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian Dra Isabel Mota, Prof. Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Sir Richard Robert, Prémio Nobel da Medicina.

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