Ambiente

Papuásia Nova-Guiné: 200 novas espécies

Uma expedição de dois meses organizada pela Conservation International (CI), em 2009, permitiu identificar 200 novas espécies na Papuásia Nova-Guiné. Entre elas encontra-se um género novo de mamífero roedor.
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[Fotografia: © Steven Richards/Piotr Naskrecki/Ingi Agnarsson/Andrea Lucky/Wayne Takeuchi]

Uma expedição de dois meses organizada pela Conservation International (CI), em 2009, permitiu identificar 200 novas espécies na Papuásia Nova-Guiné. Entre elas encontra-se um género novo de mamífero roedor.

A exploração foi feita em duas montanhas de ilhas diferentes do país – Nakanai, na ilha de Nova Bretanha e Muller, na ilha de Nova Guiné – que se mantêm protegidas da exploração humana e desconhecidas da ciência por serem tão inacessíveis. No total, os investigadores encontraram 24 rãs, nove plantas, duas espécies de mamíferos, cem aranhas e cem insetos, que incluem formigas e alguns parentes dos grilos.

“Estas descobertas devem servir como uma mensagem de cautela sobre o muito que ainda desconhecemos dos locais escondidos na Terra e que só conseguiremos preservá-los através de uma gestão coordenada e de longa-duração”, explicou Leeanne Alonso, diretor do Grupo de Avaliação Rápida da CI, no comunicado da entidade.

O roedor descoberto em Nakanai é um ratinho que vive em altitudes superiores a 1590 metros, com patas pequenas e dentes incisivos projetados para a frente, que permitem escavar e carregar solo.

Uma das novas espécies da família Tettigoniidae, parentes dos grilos, tem a particularidade de dar pontapés com as patas traseiras espinhosas quando ameaçada. Segundo um cientista que experimentou o ataque, o golpe é doloroso.

Os investigadores esperam que estas importantes descobertas contribuam para a classificação destes locais como Património da Humanidade, para evitar a destruição e exploração da região, especialmente das zonas de altitude baixa das ilhas.

“Espantou-me a quantidade de floresta que desapareceu nas regiões de baixa altitude para a produção de óleo de palma. A inclinação da montanha limitou a destruição, mas se as pessoas começarem a construir estradas, estas áreas vão tornar-se mais acessíveis”, disse Stephen Richards, coordenador da expedição.

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