Saúde

Pâncreas: Nova terapia eliminou cancro em seis dias

Um grupo de investigadores britânicos acaba de anunciar a descoberta de um novo método com potencial para tratar o cancro do pâncreas. A terapia em causa dá ao sistema imunitário a capacidade de atacar e matar as células cancerígenas.
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Um grupo de investigadores britânicos acaba de anunciar a descoberta de um novo método com potencial para tratar o cancro do pâncreas. A terapia em causa, desenvolvida pela Universidade de Cambridge, dá ao sistema imunitário a capacidade de atacar e matar as células cancerígenas e eliminou quase totalmente a doença em ratinhos no espaço de apenas uma semana.
 
Em comunicado, a Universidade explica que a investigação levada a cabo, coordenada por Douglas Fearon e cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), recorreu a um fármaco que derruba a barreira protetora que envolve os tumores pancreáticos.
 
Ao fazê-lo, este fármaco permite às células T – conhecidas por “atacar” o cancro – entrar em ação, em especial quando usado em combinação com um anticorpo que bloqueia um segundo alvo, aumentando a eficácia da atividade destas células. 
 
Os testes iniciais deste tratamento combinado realizados por investigadores do Cancer Research UK Cambridge Institute daquela universidade resultaram na eliminação quase total das células cancerígenas em ratinhos numa semana. 

Potencial para combate a outros tipos de tumor
 

Segundo as conclusões divulgadas no artigo dado a conhecer na PNAS, esta é a primeira vez que um sucesso tão significativo foi obtido em modelos de cancro do pâncreas. Além disso, antecipam os especialistas, esta abordagem tem também potencial para ser utilizada no combate a outros tipos de tumores sólidos.
 
A equipa liderada por Fearon determinou que a barreira que protege os tumores é criada por uma proteína quimiocina, a CXCL12, produzida por um tipo especial de célula dos tecidos conjuntivos, os fibroblastos associados ao carcinoma (CAF, na sigla em inglês). 
 
A proteína CXCL12 “cobre” as células cancerígenas e funciona, desta forma, como uma armadura biológica para manter afastadas as células T. Agora, os investigadores conseguiram anular os efeitos deste escurdo utilizando o novo fármaco, que evita que as células T interajam com a CXCL12.
 
“Observámos que as células T estavam ausentes das regiões do tumor que continham as células cancerígenas envoltas em quimiocina e que a principal fonte desta proteína eram as CAF”, esclarece Fearon. “O interessante é que, quando diminuímos o número de CAF, verificámos que houve um aumento do controlo do sistema imunitário sobre o crescimento do tumor”, acrescenta.
 
Depois da aplicação do tratamento combinado com o anticorpo e o fármaco, denominado AMD3100 (ou Plerixafor), ao longo de uma semana, os únicos vestígios do tumor eram residuais e compostos por células pré-malignas e inflamatórias.
 
 “Ao tornar o organismo capaz de utilizar as suas próprias defesas para atacar o cancro, esta abordagem tem potencial para aumentar em grande escala o tratamento dos tumores sólidos”, conclui o líder da investigação.
 
Clique AQUI para aceder ao estudo (em inglês). 

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