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O desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal – uma ação vital para tornar o país mais competitivo e justo

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Desde o início da sua atividade que a APDSI se tem destacado na área do e-Gov, organizando, ao longo de vários anos, conferências sobre temas relacionados com a criação de um ambiente de simplificação e automação de processos, promovendo a transparência e a equidade, tendo em vista a ajuda prestada pela desburocratização ao tecido empresarial e ao desenvolvimento do meio digital nas interações e transações na sociedade, nomeadamente destacando temas como o Licenciamento Zero e a automação de procedimentos relacionados com o ciclo de vida dos cidadãos e das empresas e a reutilização da informação do setor público por parte do mercado privado (Open Data). Mais recentemente, na edição de 2014, o fórum da Arrábida foi especialmente dedicado ao tema da Reforma do Estado.

Enquanto parte ativa da sociedade civil, fomos dos primeiros a destacar publicamente a importância da privacidade e da cibersegurança para a sociedade, numa altura em que estes aspetos eram minimizados ou vistos como barreiras ou “papões”. Hoje, um diálogo informado permite que nos associemos à Comissão Nacional de Proteção de Dados numa conferência na Assembleia da República subordinada ao tema “O Novo Regulamento Europeu de Proteção de Dados”.

Numa área que é particularmente sensível a estes temas, tem a APDSI realizado anualmente uma conferência sobre e-Saúde, que é já um marco na agenda do setor e onde estão presentes os protagonistas nacionais, quer do lado das instituições públicas, quer do lado do tecido empresarial e organizações de cidadãos.

Ao longo de 15 anos, a APDSI desenvolveu também estudos, conferências, manifestos e tomadas de posição em áreas como a Justiça, a Educação, o Comércio Eletrónico, a Web 2.0, a Democracia Eletrónica e na Gestão do Território, através do Grupo permanente de Informação Geográfica (Geocompetitivo).

A APDSI, enquanto fórum de reflexão, tem também, desde 2001, uma função prospetiva, através da organização dos Fóruns da Arrábida, tendo realizado em 2015 uma edição especificamente dedicada ao Mercado Único Digital Europeu. No seu grupo especializado “Futuros da SI&C” faz reflexão sobre o futuro, tendo produzido recentemente uma primeira parte de cenários de Aprofundamento e Rotura na Era Digital.

Uma vez que a SI&C necessita de profissionais e de jovens vocacionados para este desenvolvimento, a APDSI vem regularmente suportando, em conjunto com alguns patrocinadores, o desenvolvimento das Olimpíadas Nacionais da Informática e a participação internacional portuguesa. Esta participação foi fundamental para que Ricardo Vice Santos, um jovem vencedor em 2005, se interessasse a tal ponto que hoje desenvolveu a aplicação ROGER que foi eleita por Chamath Palihapitya (um dos homens fortes de Mark Zuckerberg, no Facebook), para um financiamento de mais de 900 mil euros para a fazer crescer.

Na mais recente edição das Olimpíadas de Informática, em 2016, realizadas na Rússia, o jovem português Ricardo Paredes foi distinguido com a medalha de bronze, igualando as nossas proezas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Pena é que estas iniciativas apenas tenham apoio de mecenas privados, não sendo o seu mérito reconhecido pelas instituições estatais a quem solicitámos apoio.

A APDSI, uma associação eminentemente cívica e de promoção do bem-estar com recurso a novos processos e tecnologias, tem mantido a sua independência e sustentabilidade apesar dos tempos difíceis que o país atravessa.

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