Ambiente

O coração selvagem do velho continente

Nunca se viu uma Europa assim: selvagem, vibrante e natural. Mas 69 dos melhores fotógrafos europeus de natureza provam, em 100 imagens, que o coração da mãe natureza ainda bate no velho continente. Inaugura esta quinta-feira, no Ano da Biodiver
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Nunca se viu uma Europa assim: selvagem, vibrante e natural. Mas 69 dos melhores fotógrafos europeus de natureza provam, em 100 imagens, que o coração da mãe natureza ainda bate no velho continente. Inaugura esta quinta-feira, no Ano da Biodiversidade, em Haia [Holanda], a maior exposição de sempre dedicada à vida selvagem europeia.

por Patrícia Maia

As 100 fotografias selecionadas foram fotografadas em 48 países europeus. E foram selecionadas de um conjunto de 200.000 imagens recolhidas ao longo de 15 meses por 69 fotógrafos de natureza convidados pela organização da Wild Wonders of Europe (WWE, Maravilhas Selvagens da Europa, em português).

Luís Quinta, um dos dois fotógrafos portugueses que integram o projeto, explica ao Boas Notícias que o objetivo é “mostrar o património natural da Europa, para que todos os europeus, possam ter um melhor conhecimento do seu Continente”.

Mas sobretudo, salienta o fotógrafo, “esta mostra alerta também as pessoas para os problemas atuais com o meio ambiente, e passa a mensagem bem positiva de que existem locais onde se faz boa conservação e onde inúmeras espécies estão a recuperar os seus efetivos”.

Muitos dos animais e das paisagens retratadas nestas imagens são autênticos tesouros naturais desconhecidos da maior parte dos 700 milhões de cidadãos europeus.

Luís Quinta explica que a organização da WWE atribuiu a cada fotógrafo “uma ou mais missões, no seu país ou fora deste”. “O convite que me dirigiram foi para trabalhar na nossa costa vicentina. Conheço bem a zona e para mim foi um ótimo desafio”, acrescenta.

Nuno Sá foi outro português convidado para fotografar a vida selvagem europeia. A sua missão foi retratar as ameaçadas focas monge, nas ilhas Desertas da Madeira, e o tubarão-elefante, o segundo maior peixe do mundo, na ilha de Mull [Escócia].

A vida selvagem de Portugal foi também registada pelo húngaro Milan Radisics, que fotografou a flora da Madeira, e pelo sueco Magnus Lundgren, cuja lente registou a vida marinha dos Açores, como cachalotes, golfinhos e muitas outras espécies.

Este projeto é organizado pela WWE em conjunto com mais cinquenta parceiros, entre eles o WWF (World Wild Fund), a National Geographic, a Epson, a Nikon e a Nokia. No âmbito da exposição, vai ser lançado o livro de fotografias Wild Wonders of Europe que será publicado em 10 línguas.

No site oficial da exposição é possível consultar mais informação e curiosidades sobre a WWE, como várias fotografias e blogs dos fotógrafos participantes, onde poderá saber as aventuras porque passaram e ver algumas das imagens que tiraram durante a sua missão. Também é possível enviar comentários a todos os fotógrafos.

A exposição Wild Wonders of Europe decorre ao ar livre numa praça da capital holandesa e tem entrada gratuita. As fotos vão estar em exibição até 30 de agosto. Depois dessa data irá iniciar uma tournée por todos os países europeus e, mais tarde, pela América do norte. Contactada pelo Boas Notícias, a organização da WWE esclarece que ainda está a negociar a data e o local de estreia da exposição em Portugal.

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