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‘O Amor não dá jeito nenhum’

[Atenção: alertamos que, devido a compromissos profissionais, a partir desta semana a crónica de Tânia Ribas passará a ser quinzenal]

Vamos falar de Amor? De Amor pelas pessoas, pelos detalhes, pelos momentos. H
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[Atenção: alertamos que, devido a compromissos profissionais, a partir desta semana a crónica de Tânia Ribas passará a ser quinzenal]

Boas!

Vamos falar de Amor? De Amor pelas pessoas, pelos detalhes, pelos momentos. Hoje,  amo com certeza. Amo com a minha certeza que se esconde das incertezas do mundo, da incógnita do amanhã, do “nunca-se-sabe-por-isso-o-melhor-é-não-dar-tudo-para-não-sofrer-depois”. Não suporto esta ideia pequena de quem acha que pode reduzir o amor ao tamanho que lhe dá mais jeito.

Image and video hosting by TinyPicO Amor não dá jeito nenhum. Às vezes surge quando menos esperamos, outras desaparece quando tudo apontava no sentido contrário. E quando está mesmo ao nosso lado e nem temos a pureza de o decifrar? E num dia, num dia qualquer, o nosso olhar fica mais um pouco, fica e aconchega-se, enrola-se em si mesmo, como faz o meu Bauer antes de dormir. Dá gosto descansar o olhar no colo de quem se ama. O olhar, e depois os pés, as pernas: metade do corpo ao colo enquanto a outra metade observa, pinta e constrói a frase interior “isto é felicidade”. E sorri-se, sem se dar conta.

Há mesmo quem ache que pode meter o amor no bolso, numa versão reduzidinha de trazer por casa, de levar ao cinema, de passear na praia. E que depois o descarta quando começa a ocupar demasiado espaço, a fazer perguntas e a exigir explicações e atenção. Mas isso é lá amor? O amor é tremendo, absolutamente presente, independente. É uma força viva que nos escolhe, ou que escolhemos sem que nos apercebamos.

O meu amor é eterno, mesmo que não seja. É para sempre, mesmo que o mundo acabe mais cedo. Acontece todos os dias, todos os minutos, todos os abraços e todos os risos. Vive em todas as flores, em todos os livros, em todas as velas. Pousa em cada traço de Cargaleiro, em cada doce, em cada fotografia.

Vale a pena viver em, com e por amor. Pelos homens, pelas árvores e até pelas coisas pequeninas nas quais ninguém nota. Viver com o coração todo, mesmo que às vezes se parta em bocadinhos pequeninos. Mesmo que ao fim de algum tempo já não seja o mesmo e já lhe faltem pequenas peças. Não, não aos 30 e tal anos. Pelo menos não aos meus.

Há amores bons e fiéis e há os maus da fita. Há os que parecem filmes de cowboys (com direito a “tiroteio” e tudo) e os que não passam de um filme que ninguém viu – nem os protagonistas. Há os que parecem uma coisa e depois são outra. Há os que crescem connosco e que nos transformam por dentro.
 
Nós somos todos os amores entendidos e desentendidos, encontrados e por encontrar, trágicos e maravilhosos, cúmplices e gélidos. Somos todos os jantares, todos os copos de vinho, todos os beijos e todas as perdas. Somos Amor em carne, em fogo e vento. Somos baús antigos de memórias quentes e janelas arejadas de coisa nenhuma. Somos braços que de tão abertos parece que rasgam o peito e deixam o coração à mostra. Somos fortes porque a força vem do Amor que se sente seja lá por aquilo que for. Pelos pais, pelos irmãos, pelos avós, pelos tios, pelos amigos. Pelo João.
 
Sou mais do que um sol que nasce e se põe sem surpresas. Às vezes sou a tempestade que não avisa. Outras vezes sou o mar todo, com as marés às avessas. Sou o que sou porque amo. Todos os dias, todos as vezes, todas as estrelas.

Um sorriso rasgado para todos e boa semana!

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