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Nuremberga entrega livros roubados pelos nazis

A Biblioteca Pública de Nuremberga, no sul da Alemanha, publicou esta semana na internet uma lista com o nome dos antigos proprietários de 10 mil livros e documentos roubados pelos nazis nos anos 30 e 40, para que os seus donos ou herdeiros os
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A Biblioteca Pública de Nuremberga, no sul da Alemanha, publicou esta semana na internet uma lista com o nome dos antigos proprietários de 10 mil livros e documentos roubados pelos nazis nos anos 30 e 40, para que os seus donos ou herdeiros os possam reclamar.

“Nuremberga é a única cidade do mundo com tal volume de livros e documentos roubados nos seus pertences”, explicou Eva Homrighausen, porta-voz da iniciativa.

De maio de 1933 a 1945, milhares de livros foram subtraídos de bibliotecas privadas ou públicas por toda a Europa. Parte foi queimada, as que não arderam foram armazenados e procuram-se agora os seus donos originais.

Entre os livros banidos estavam os textos de autores politicamente opositores ao regime (Thomas e Heinrich Mann, Bertoldt Brecht, Karl Marx ou Alfred Döblin, entre outros) ou que pertenciam a judeus, maçons, sacerdotes, esquerdistas, sindicalistas e homossexuais, todos eles perseguidos pelo regime de Adolf Hitler.

A cidade de Nuremberga assinou, em 1998, o Acordo de Washington, segundo o qual Estados, associações nacionais e autoridades locais se comprometem a devolver qualquer obra de arte confiscada pelos nazis nesse período.

Em fevereiro de 2001, a Comissão de Cultura e Meios de Comunicação do governo federal alemão comunicou a todas as bibliotecas do país que deviam procurar nos seus fundos exemplares confiscados pelos nazis, bem como traçar a trajetória das obras, desde os proprietários originais até às circunstâncias em que haviam sido roubadas.

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