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Nuno Peres é o cientista português com mais impacto mundial

Os artigos de Nuno Peres têm 21.684 citações nos últimos vinte anos, sendo cada artigo citado em média 278 vezes.
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Nuno Peres, físico da Universidade do Minho, é o cientista português cujas publicações científicas são mais citadas no mundo, influenciando os avanços na investigação e as políticas na sociedade. A confirmação é dada pela lista “2017 Highly Cited Researchers” da Clarivate Analytics, que inclui apenas 3500 cientistas de todo o mundo, havendo pelo menos nove portugueses.

Os artigos de Nuno Peres têm 21.684 citações nos últimos vinte anos, sendo cada artigo citado em média 278 vezes. Seguem-se Miguel Araújo (Universidade de Évora) com 20.558 citações, Mário Figueiredo (Universidade de Lisboa) com 8348 citações, Isabel Ferreira e Lilian Barros (ambas do Instituto Politécnico de Bragança), respetivamente com 8162 e 3914, e Delfim Torres (Universidade de Aveiro) com 2756. A lista tem ainda os portugueses Gonçalo Abecasis (Universidade de Michigan, EUA), Inês Barroso (Universidade de Cambridge e Wellcome Trust Sanger Institute, Reino Unido) e Caetano Reis e Sousa (Francis Crick Institute, Reino Unido).

A lista incide apenas nos artigos altamente citados, que representam 1% do que se publica no mundo. É elaborada pela Clarivate Analytics, que adquiriu as bases Web of Science e Thomson Reuters e prossegue este balanço anual. A presença de investigadores nacionais tem muita relevância, pois constitui um indicador da qualidade e do impacto internacional da ciência feita em Portugal e é um dos critérios para realizar rankings de instituições de ensino superior. O trabalho de Nuno Peres é, assim, valorizado mundialmente e confirma que a estratégia da UMinho tem sido bem-sucedida, em particular do seu Departamento de Física e Centro de Física, os quais intensificaram esforços em investigação e visibilidade internacional.

Nuno Peres é professor catedrático e vice-presidente da Escola de Ciências da UMinho e o primeiro físico português a dedicar-se, desde 2004, à investigação do grafeno, a forma bidimensional do carbono com potenciais aplicações na eletrónica, na fotónica, nos materiais compósitos, nos sensores e nas ciências da vida. O cientista de 50 anos, natural de Arganil, Coimbra, é coautor do artigo de revisão mais citado sobre o grafeno, editado pelo jornal “Reviews of Modern Physics”.

É coordenador do único projeto nacional do Graphene Flagship, um dos dois maiores programas científicos europeus em curso, com 500 milhões de euros de investimento. Já venceu os prémios Gulbenkian Ciência, Seeds of Science e de Mérito à Investigação da UMinho. É membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Sociedade Portuguesa de Física. Foi professor visitante em Turku (Finlândia), Boston (EUA), Dresden (Alemanha) e Singapura.

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