Ciência

Novos mapas do corpo ilustram 13 emoções humanas

E se lhe dissesse que já existem mapas que localizam as emoções? Um grupo de cientistas da Finlândia definiu mapas corporais de 13 emoções distintas e defendem que estas refletem sensações no corpo que são transversais a todas as culturas.
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E se lhe dissessem que já existem mapas que localizam as emoções? Um grupo de cientistas da Finlândia definiu mapas corporais de 13 emoções distintas e defendem que estas refletem sensações no corpo que são transversais a várias culturas.
 
No artigo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), é revelado as regiões do corpo que ficam mais ativadas ou desativadas quando as pessoas sentem, raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza, surpresa, ansiedade, amor, depressão, desprezo, orgulho, vergonha, inveja.
 
Para chegar a estas conclusões, a equipa da Universidade de Aalto, na Finlândia, realizou experiências com um grupo de 700 pessoas da Finlândia, Suécia e Tailândia.


Mapa das emoções humanas © Universidade de Aalto

Os investigadores induziram, nos participantes, diferentes emoções, através de histórias, filmes ou expressões faciais. Depois pediram aos participantes para colorir, no computador, as regiões do corpo onde sentiam mais e menos atividade enquanto sentiam essas emoções.
 

Os investigadores concluíram que as diferentes emoções estão consistentemente associadas a diferentes partes do corpo. A partir daqui foi possível estabelecer mapas corporais que se revelaram concordantes em todas as amostras de pessoas da Europa Ocidental e do Leste Asiático.
 
Desta forma, para os cientistas existem padrões universais que ultrapassam fronteiras geográficas e culturais e podem ter uma raiz biológica.

Novas ferramentas de diagnóstico
 

“As emoções definem não só ao nosso estado mental, mas também os nossos estados corporais. Deste modo, ajudam-nos a preparar para reagir rapidamente aos perigos, mas também às oportunidades, tais como nas interações sociais”, revela em comunicado Lauri Nummenmaa, uma das investigadoras responsáveis pelo estudo.

“A perceção das correspondentes mudanças corporais podem posteriormente funcionar como um gatilho para as sensações emocionais conscientes, como a sensação de felicidade”, acrescenta.
 

“Os resultados têm implicações importantes para a compreensão das funções das emoções e da sua relação com o físico”, diz Lauri, concluindo que estes resultados “ajudam a perceber” melhor diferentes “distúrbios emocionais” e podem “fornecer novas ferramentas para o seu diagnóstico”.

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