Ambiente

Nova enzima facilita produção de biocombustíveis

Uma enzima descoberta por investigadores noruegueses promete tornar o processo de produção de biocombustiveis mais eficiente e barato, permitindo que qualquer biomassa com celulose - desde restos de madeira, a cascas de marisco - possa ter transfo

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Uma enzima descoberta por investigadores noruegueses promete tornar o processo de produção de biocombustiveis mais eficiente e barato, permitindo que qualquer biomassa com celulose – desde restos de madeira, a cascas de marisco – possa ter transformada em etanol ou metano. Até agora, apenas matéria facilmente degradável e derivada de alimentos era usada na produção destes combustíveis.

Trasnformar biomassa em biocombustíveis como o etanol e o metano não é uma tarefa fácil, devido ao complexo processo de decomposição da matéria. Por isso tem sido usada, até agora, biomassa feita de produtos alimentares cereais – como o milho ou a cana de açúcar – matérias de fácil decomposição.

Mas a descoberta de uma nova enzima poderá transformar restos de madeira, carapaças de insetos, cascas de marisco ou qualquer outra matéria que contenha celulose em biocombustivel. A descoberta, recentemente publicada na revista “Science”, foi feita por uma equipa de investigadores noruegueses.

“Em teoria, parece fácil converter carbo-hidratos em celulose, por exemplo, pequenas moléculas de açúcar que nutrem microrganismos que se tornam em metano e etanol. Mas na prática, é um desafio”, explica Gustav Vaaje-Kolstad, investigador da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (UMB) e um dos sete autores do artigo.

O que complica o processo é o facto de os carbo-hidratos de ambos os polímeros, quitina e celulose, serem formas densas e elásticas. A função biológica destes compostos é exactamente proporcionar ao organismo uma capacidade física dura e durável – diminuindo o índice de quebra das enzimas cuja função é decompor estes tipos de materiais.

Biocombustível mais eficiente e mais barato

O artigo publicado descreve como é que esta “nova enzima” (descrita pelos autores como oxidohydrolases) ajuda a biodegradar polímeros de carbo-hidrato aparentemente insolúveis em celulose e quitina. A Oxidohydrolases pode assim produzir biocombustível de forma mais eficiente e barata.

A enzima permite ainda reduzir a prática controversa de usar alimentos para produzir biocombustível.

A descoberta dos investigadores noruegueses poderá representar um avanço já muito esperado. A equipa da UMB já solicitou uma patente e estão em conversações com o produtor internacional de enzimas – Novozymes.

[Notícia sugerida pela utilizadora Maria José Oliveira]

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