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Noise e Hertz: Roupa refletora de som

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Assim, aquilo que seria mais um trabalho de mestrado de Design de Marketing para os estudantes André Paiva e Meire Santos, tornou-se num projeto que materializou a “poluição sonora através de luz, de uma forma diferente daquela que é normalmente percecionada e, se calhar, ignorada”, afirmou Hélder Carvalho.

A criação de novos conceitos de produtos, a partir da integração de eletrónica ou da implementação de algumas funções eletrónicas ou sensores em têxteis, deu origem a dois protótipos. Noise, um casaco, e Hertz, um vestido, reagem com luz à medida que interagem com o som. Assumidas apenas como modelos conceptuais, ambas as versões comprovaram a possibilidade de integração de LED, emissores de luz, em peças de vestuário.

Enquanto o vestido Hertz foi pensado para performances mais artísticas e culturais, podendo ser usado por bailarinos e ativado a partir da intensidade do som e dos movimentos de dança, o Noise foi desenhado para um uso mais quotidiano. Foi incorporado no casaco de poliéster um microprocessador e fitas de LED que, de forma programada, reagem às alterações sonoras com cores definidas. Em espaços silenciosos ilumina-se de branco, passando a azul ou verde quando deteta sons moderados, ficando vermelho e a piscar intensamente quando regista muito ruído. O Noise já foi testado em vários locais da cidade de Guimarães, numa tentativa de sensibilizar os cidadãos para o impacto do ruído na sua qualidade de vida.Captura de ecrã 2016-06-23, às 14.56.35

Segundo o professor Hélder Carvalho, houve “muito trabalho empírico e de experimentação envolvido”, pelo que os modelos foram produzidos graças ao apoio financeiro do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2C2T) da UM. De assinalar ainda o contributo de Isabel Cabral, designer que monitorizou todo o processo criativo e de design das peças.

Neste momento, ainda não há necessidade e mercado efetivo para estes protótipos, contudo já houve interesse de algumas empresas para explorar as potencialidades do projeto. Efetivamente há um conjunto de ideias que podiam explorar este tipo de integração, em particular para a área do desporto, reabilitação e saúde. “Temos essa perspetiva, mas não exatamente a interação com o som, mas sim com o movimento e o desempenho desportivo. Por exemplo, dar “feedback visual do ritmo cardíaco, da atividade muscular e do movimento das pessoas”, acrescentou Hélder Carvalho.

// www.eng.uminho.pt

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