Ambiente

Nasceram mais três linces em Silves

Juromenha pariu pela primeira vez, no dia 11 de Março, três crias fruto da sua união com o macho Fresco. Juromenha é a primeira fêmea nascida no Centro Nacional para Reprodução do Lince Ibérico, Silves (Algarve), a dar à luz.
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Juromenha pariu pela primeira vez, no dia 11 de Março, três crias fruto da sua união com o macho Fresco. Este nascimento é particularmente importante uma vez que Juromenha é a primeira fêmea nascida no Centro Nacional para Reprodução do Lince Ibérico, Silves (Algarve), a dar à luz.

O macho Fresco já é pai de 18 crias nascidas no CNRLI no âmbito do Programa de Cria do Lince Ibérico.
 
Após uma tentativa de emparelhamento, sem resultados, com o lince Jabugo, no ano passado, este ano Juromenha foi emparelhada com Fresco, um macho mais experiente, ligação que resultou nestas três crias que cuida atualmente. 
 
Segundo um comunicado do CNRLI enviado ao Boas Notícias, a jovem mamã mostra um comportamento maternal exemplar e as crias seguem o seu desenvolvimento normal.
 
Estas três crias juntam-se assim aos sete linces bebés nascidos já este ano no CNRLI, aguardando-se agora o parto de Era. A fêmea Jabaluna, apesar de emparelhada este ano com Enebro, não ficou gestante.

Juromenha: uma filha de Silves
 
Juromenha nasceu no CNRLI, filha de Biznaga e de Drago, no dia 5 de Março de 2013. Fazia parte da ninhada de três crias que Biznaga pariu nesse dia, tendo abandonado duas delas, Janes e Juromenha, na caixa ninho logo após o parto. A terceira cria acabou por morrer, apesar de atendida pela mãe.
 
Janes e Juromenha foram resgatadas pela equipa do CNRLI, após esforços iniciais de devolução das crias à mãe, quando já estavam muito fracas foram recuperadas e alimentadas pela equipa do Centro no Edifício de Cria Artificial.
 
Historicamente, os linces-ibéricos criados de forma exclusivamente artificial apresentaram problemas graves de comportamento social e reprodutivo, tendo um relacionamento demasiado próximo com humanos ? o que impede a sua reintrodução ? e um relacionamento difícil com outros linces, o que dificulta muito a sua reprodução.
 
Ao dia 92 de vida, após 41 dias de socialização com Biznaga e Drago, e após o período de lutas que caracteriza esta espécie – resolvido inteiramente pela equipa do CNRLI – iniciou-se a re-união das crias com Biznaga, que acabou por ensinar ambas a caçar e a matar presas vivas. Com o intuito de que reconhecessem no futuro um macho da sua espécie para a reprodução, foram também unidas ao seu pai, Drago, que as aceitou.
 

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