Ciência

NASA dá prémios a quem ajudar a detetar asteroides

A NASA tem 35 mil dólares (cerca de 25 mil euros) em prémios para oferecer, durante os próximos seis meses, aos cidadãos que ajudarem os cientistas a melhorarem os algoritmos usados para identificar asteroides.
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A NASA tem 35 mil dólares (cerca de 25 mil euros) em prémios para oferecer, durante os próximos seis meses, aos cidadãos que ajudarem os cientistas a melhorarem os algoritmos usados para identificar asteroides.
 
O concurso arranca dia 17 de Março e decorre até ao mês de Agosto. Os interessados devem inscrever-se na página do concurso. Segundo avança a NASA em comunicado, os algoritmos criados vão ser usados para analisar as imagens capturadas pelos satélites terrestres. 
 
“Para proteger o planeta da colisão com um asteroide temos, primeiro, que aprender o que eles significam”, explica o mentor do concurso, Jenn Gustetic, num comunicado de imprensa da NASA. Ao abrir a pesquisa a um público mais vasto, a agência espacial espera resolver de uma forma mais célere este “problema global”. 

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Atualmente, a identificação de asteroides e de outros objetos que viajam pelo Sistema Solar é feita através da análise de imagens durante um determinado período de tempo. As imagens são depois comparadas para que se identifiquem eventuais alterações entre as ‘frames’. 
 
Com a quantidade de dados que os instrumentos modernos captam hoje em dia é difícil para os astrónomos profissionais verificarem e compararem todas as imagens.

De acordo com a informação avançada no site do concurso, os atuais programas, como o Catalina Sky Survey (CSS) conseguem detetar entre 80 a 90% dos objetos que podem ser potenciais ameaças para o nosso planeta. O objetivo é aumentar, ainda mais, a capacidade deste tipo de programas que cruzam dados de imagens através de algoritmos.
 

Como explica o astrónomo João Retrê numa das suas crónicas no Boas Notícias, a chamada 'Citizen Science' (Ciência Cidadã), que visa envolver a comunidade nos projetos de investigação, permite que qualquer pessoa possa contribuir para a investigação científica ajudando no processamento das grandes quantidades de dados.

Este tipo de iniciativas que contam com a ajuda do ‘cidadão comum’ tem vindo a tornar-se cada vez mais frequente, trazendo importantes progressos na compreensão do universo que nos rodeia. 

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