Ciência

Mudanças genéticas em mosquitos contra a malária

O combate à malária poderá ser efetuado através de alterações genéticas que mudem a alimentação dos mosquitos que a transmitem, adiantou esta segunda-feira um investigador português.
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O combate à malária poderá ser efetuado através de alterações genéticas que mudem a alimentação dos mosquitos que a transmitem. Esta é uma das soluções apontadas pelos cientistas que, atualmente, se debruçam sobre a temática e foi dada a conhecer esta segunda-feira pelo investigador português Carlos Ribeiro, da Fundação Champalimaud.
 
O especialista integra o Programa Neurociências e vai participar, este mês, num evento científico internacional que terá lugar em Lisboa e cujo objetivo é debater a forma como as necessidades de alimento influenciam o comportamento dos animais.
 
Carlos Ribeiro disse à agência Lusa que uma possível alteração genética para impedir a picada de humanos teria de conseguir mudar os hábitos alimentares dos insetos, desginadamente na parte onde é produzida a informação de que o sangue humano satisfaz as suas necessidades de proteínas.
 
Embora se trate, para já, de uma hipótese meramente teórica, este poderia ser um grande contributo na luta contra a malária, que mata três milhões de pessoas por ano em todo o mundo e afeta outros 500 milhões.
 
Apesar de esta não ser a sua especialidade, o neurocientista afirmou que é também possível, através de mudanças genéticas, alterar as preferências de um determinado inseto por um tipo de fruta, conseguindo que passe a optar por outro.
 
É precisamente sobre esta questão que incidirá a sua dissertação no âmbito da sessão “Food for Thought: Tasting  Ideas”, que terá lugar na Fundação Champalimaud, onde falará sobre a forma como a necessidade de alimento influencia o comportamento dos animais, em particular na mosca da fruta, inseto que mais utiliza no seu trabalho de laboratório.
 
Carlos Ribeiro salienta ainda que as hipóteses têm surgido entre os geneticistas, mas que “é tudo ainda muito experimental” sendo, por enquanto, “muito cedo para pensar quais irão ser as aplicações concretas”.
 
Além de Carlos Ribeiro, vão apresentar comunicações na sessão o australiano Steve Simpson, especialista em fisiologia da nutrição e professor na Universidade de Sydney, e o 'chef' Paulo Morais, especialista em cozinha asiática.

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