Saúde

Monitorização do feto reduz mortalidade neonatal

A monitorização cardíaca do feto durante o trabalho de parto reduz a mortalidade do recém-nascido em 53% e diminui os riscos de mortalidade infantil, segundo revela um estudo norte-americano que analisou 1.9 milhões de nascimentos.
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A monitorização cardíaca do feto durante o trabalho de parto reduz a mortalidade do recém-nascido em 53% e diminui os riscos de mortalidade infantil, segundo revela um estudo norte-americano que analisou 1.9 milhões de nascimentos.

“Este é o maior estudo alguma vez feito sobre nascimentos”, sublinhou, à agência Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Obstetrícia, João Luís Silva Carvalho.

Uma equipa de investigadores norte-americanos analisou os processos de quase metade de todos os nascimentos ocorridos nos EUA em 2004 e os resultados vieram confirmar o que a maioria dos ginecologistas há muito defende: os partos realizados em hospitais e maternidades são mais seguros.

A investigação concluiu que “o risco de mortalidade infantil foi de três crianças por cada mil nascimentos realizados com ajuda de monitorização e de 3,8 por cada mil nascimentos sem monitorização”, lê-se no resumo do estudo publicado este ano no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

Ou seja, em cada mil bebés em que se faz a monitorização cardíaca do feto evita-se uma morte.

Em Portugal, nos últimos anos, nascem cerca de mil bebés longe dos hospitais e maternidades. Um fenómeno que representa menos de um por cento do total de nascimentos anuais, mas que mesmo assim preocupa os especialistas.

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