Saúde

Molécula é capaz de proteger o cérebro da canábis

Uma equipa de investigadores franceses descobriu que há uma molécula produzida pelo cérebro capaz de o proteger dos efeitos nefastos da canábis. A mesma possui um mecanismo natural de defesa contra o vício da planta que pode servir de base para um po
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Uma equipa de investigadores franceses descobriu que há uma molécula produzida pelo cérebro capaz de o proteger dos efeitos nefastos da canábis. A mesma possui um mecanismo natural de defesa contra o vício da planta que pode servir de base para um possível tratamento da toxicodependência.
 
Segundo o estudo, o segredo está na pregenolona, um precursor de todas as hormonas esteroides (como a progesterona e a testosterona). Se até agora se pensava que a mesma não tinha qualquer tipo de impacto biológico próprio ao nível do organismo, este grupo de cientistas do Inserm (Insituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica), em França, veio provar que, afinal, a pregnenolona protege o cérebro dos efeitos nefastos da canábis. 
 
Os resultados foram obtidos depois de administrar fortes doses de canábis a ratinhos de laboratório. Os mesmos revelaram um significativo aumento da concentração cerebral da pregnenolona no cérebro, o que fez bloquear os efeitos negativos do princípio ativo da canábis (o THC) que, por sua vez, atua ao nível dos recetores canabinoides (CB1), localizados nos neurónios.
 
Citado pela France-Presse, Pier Vincenzo Piazza, líder da investigação, refere que as doses ingeridas foram entre “três a dez vezes superiores” àquelas a que os consumidores regulares de canábis são expostos. Conforme aumentavam as doses, os especialistas deram conta de um processo natural, até agora desconhecido, que protege o cérebro da sobreativação dos recetores CB1 e diminui os efeitos da planta na memória.
 
As notícias vieram a revelar-se ainda melhores quando os testes sobre recetores CB1 humanos revelaram os mesmos resultados que aqueles que haviam sido verificados nos ratinhos.
 
Como obstáculo, os cientistas apontam apenas o facto de a pregnenolona ser uma hormona natural, mal absorvida e rapidamente metabolizada pelo organismo. Por isso, os mesmos criaram derivados da pregnenolona, “alterados por forma a poderem ser absorvidos pelo organismo sem evoluírem para hormonas esteroides”. 
 
Vincenzo Piazza avança que espera iniciar os ensaios clínicos diretamente em humanos “no prazo de um ano ou ano e meio, no mínimo”, sublinhando que caso a eficácia dos derivados da pregnenolona seja confirmada, este poderá ser o primeiro passo no sentido de “uma terapia farmacológica da dependência da canábis”. 
 
Atualmente, estima-se que mais de 20 milhões de pessoas em todo mundo sejam dependentes deste tipo de droga. 

Notícia sugerida por António Resende

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