Ciência

Medicamento reverte Alzheimer em ratinhos

Uma droga usada no tratamento de determinados cancros conseguiu reverter os problemas de memória de ratinhos com Alzheimer, avança a Universidade de Pittsburgh (EUA) responsável pelo estudo.
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Uma droga usada no tratamento de determinados cancros conseguiu reverter os problemas de memória de ratinhos com Alzheimer, avança a Universidade de Pittsburgh (EUA) responsável pelo estudo. 
 
A pesquisa fez uma investigação para confirmar resultados de estudos anteriores sobre a eficácia do fármaco bexarotene, usado nos Estados Unidos e noutros países para combater o linfoma da pele, no tratamento da doença de Alzheimer. 

Na investigação, os ratinhos com a mutação genética da doença de Alzheimer, tiveram desempenhos idênticos aos de ratinhos sem a doença, durante a realização de testes cognitivos, 10 dias após o tratamento com aquele fármaco. Os testes envolveram exercícios de orientação especial e exercícios de memória de longo prazo.

O tratamento com bexarotene não afetou o peso dos animais nem o seu comportamento e foi igualmente eficaz nos indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino.
 

“Acreditamos que estas novas conclusões revelam provas sólidas de que o bexarotene pode ser uma opção terapêutica para a doença de Alzheimer,” disse uma das autoras, Rada Koldamova, professora da universidade de Pittsburgh.


Os investigadores daquela universidade estudam compostos semelhantes ao bexariteno há mais de 10 décadas. Nesta nova investigação confirmaram que a substância ajuda a melhorar a memória ao eliminar as placas amiloide do cérebro dos ratinhos com a perturbação genética de Alzheimer.  
 
As placas amiloide são fragmentos tóxicos de proteínas que parecem prejudicar o funcionamento dos neurónios. O bexarotene é um composto relacionado com a vitamina A que ativa os recetores X retinoides (RXR) que se encontram em todo o corpo humano, incluindo nos neurónios.

Assim que são ativados, estes recetores regulam a expressão dos genes que controlam vários processos biológicos, incluindo a tendência genética para desenvolver certas doenças. 
 

“Verificámos que os ratinhos recuperaram rapidamente as capacidades cognitivas que tinham perdido e confirmamos a redução das placas amiloide no fluído que rodeias as células cerebrais, embora o medicamento não tenha eliminado totalmente as placas”, explica a co-autora Iliya Lefterov no mesmo comunicado. 

Clique AQUI para aceder ao comunicado da Universidade de Pittsburgh.

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