Ciência

Mais tempo com os pais é benéfico para os jovens

Estar mais tempo na companhia dos pais durante a adolescência é benéfico para os jovens. A conclusão é de um estudo norte-americano que revelou que, quando tal acontece, os jovens tendem a ter maior autoestima e facilidade de socialização.
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Estar mais tempo na companhia dos pais durante a adolescência é benéfico para os jovens. A conclusão é de um estudo realizado por investigadores norte-americanos, que revelou que os adolescentes que passam mais tempo na companhia dos progenitores tendem a ser mais sociáveis e a ter uma autoestima mais elevada, em especial quando o tempo é passado com o pai.
 
Durante o crescimento e com a entrada na adolescência, os jovens tem tendência a afastar-se dos pais que, muitas vezes, acreditam que esta é uma consequência do aumento da independência dos filhos e da sua evolução. Porém, a nova investigação, publicada na revista científica Child Development, provou que a partilha de momentos de qualidade entre pais e filhos jovens é particularmente importante para o desenvolvimento individual.
 
Os investigadores da Pennsylvania State University, nos EUA, estudaram 200 famílias ao longo de sete anos e constataram que os adolescentes que passavam mais tempo com os pais confiavam mais em si próprios e tinham mais facilidade em socializar e relacionar-se com os seus pares. 
 
Segundo o estudo, publicado em Agosto, o tempo que os jovens passam com os pais tem tendência a diminuir ao longo das diferentes fases da adolescência, sendo que esse tempo não é “privado”, mas sim uma espécie de “tempo de socialização” partilhado com outros familiares e amigos.

Companhia dos pais é chave do bem-estar na adolescência
 

Ainda assim, e para surpresa dos investigadores, os resultados mostraram também que o tempo passado apenas com os pais, quer durante a realização de trabalhos de casa, quer a ver televisão ou a passear, aumentou por volta dos 15 anos. Para Susan McHale, que coordenou a investigação, estes momentos são, precisamente, a chave do bem-estar nessa altura da vida.
 
“Embora os adolescentes se tornem mais independentes da sua família, continuam a ter oportunidades para passar parte do seu tempo exclusivamente na companhia da mãe ou do pai, o que lhes permite manter relações próximas”, afirmou McHale. Essas relações são, aliás, um desejo dos adolescentes, que confessam não querer perder essa ligação.
 
A investigação desvendou ainda que a associação da proximidade entre os filhos e progenitores com as melhores competências sociais tende a ser mais intensa para aqueles que passam mais tempo com o pai, possivelmente porque estes momentos são mais propícios a envolver atividades divertidas e brincadeiras, salientou a especialista.
 
Segundo McHale, a explicação para esta realidade poderá, no entanto, residir também no facto de o papel da mãe estar tão interiorizado na vida das crianças que os benefícios do tempo que passam em conjunto “podem facilmente passar despercebidos”.

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista Child Development (em inglês).

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