Sociedade

Lisboa lança programa de rendas ‘low-cost’

Já foi apresentado o Programa Renda Acessível, com preços entre os 250 e os 450 euros, quer atrair para Lisboa até sete mil famílias.
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O Programa Renda Acessível, com preços entre os 250 e os 450 euros, quer atrair para a cidade até sete mil famílias. O programa da Câmara de Lisboa foi apresentado publicamente, esta quarta-feira, e vai permitir o acesso a casas a preços controlados, em freguesias como Benfica, Restelo ou Vale de Santo António.
 
O programa de arrendamento a preços controlados pretende atrair entre 5 a 7 mil famílias para o centro da capital, recuperando assim os habitantes que perdeu nas últimas décadas.
 
Com este programa, será mais fácil e barato viver em Lisboa, numa casa arrendada, sobretudo para as famílias de classe média que atualmente “possuem níveis de rendimento muito abaixo dos rendimentos de outros países”, disse o autarca Fernando Medina, na apresentação do Programa Renda Acessível, nos Paços do Concelho . 
 
O PRA, que visa a regeneração urbana e o rejuvenescimento da cidade, será desenvolvido em 15 locais da cidade: Avenida Marechal Teixeira Rebelo, Rua de São Lázaro, Paço da Rainha, Rua Gomes Freire, Avenida Marechal Gomes da Costa, Vale de Santo António, Restelo, Rua Pardelha Sanchez, Lumiar, Bairro das Laranjeiras, Alto da Ajuda, Bairro das Furnas, Bairro da Flamenga, Quinta Marquês de Abrantes e Bairro do Condado.
 
Ao todo serão construídos entre 5 e 7 mil fogos de tipologias T0, T1 e T2 e com rendas entre os 250 e os 450 euros, abaixo dos valores praticados pelo mercado. O PRA prevê ainda a construção de espaços de comércio e serviços, bem como novos equipamentos de proximidade, como creches e escolas. 
 
Todos se podem candidatar ao PRA, desde que não sejam proprietários de uma casa, que não beneficiem de programas sociais de habitação e que o seu rendimento ilíquido se situe entre 7.500 e os 40 mil euros por ano. 
 
Primeiras construções ainda este ano
 
A Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza terrenos ou edifícios seus e financia a urbanização e equipamentos de apoio, como creches ou escolas. Por concurso público, a autarquia selecionará os concessionários que vão construir os fogos. 
 
Uma parte das casas poderá ser vendida. O município mantém a propriedade dos terrenos e recuperará as casas alugadas no fim do prazo da concessão, que rondará os 35 anos.  
 
Até ao fim de 2016, afirmou Fernando Medina, vão ser lançados os primeiros concursos para a concessão da construção dos fogos previstos.

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