Gastronomia

Lisboa e Porto em destaque na revista de Jamie Oliver

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A revista do mediático chef britânico Jamie Oliver dedicou, recentemente, dois extensos artigos às cidades portuguesas de Lisboa e do Porto. O fado, a ginginha e os pastéis de nata são as estrelas no artigo dedicado à cidade alfacinha, enquanto a hospitalidade, a francesinha e a zona ribeirinha são os destaques do artigo do Porto.

No artigo dedicado a Lisboa e ilustrado com uma foto de azulejos com um padrão geométrico azul e branco, a jornalista Adrienne Pitts começa por sublinhar que, apesar de ser considerada uma das cidades mais ‘old fashion’ da Europa, Lisboa também tem um lado “moderno e arrojado”.

No texto, Adrienne dá grande destaque para as lojas do Chiado, onde lojas requintadas de marcas internacionais como a Hérmes e a Nespresso figuram lado a lado com pequenos negócios de produtos nacionais como a loja das luvas da rua do Carmo.

Em termos de bebidas, a ginginha e as três lojas do Rossio especialmente dedicadas ao licor de ginja são destacadas no artigo, que faz também referência à peculiar mistura de pessoas da área, onde se cruzam velhos, homens de negócios e emigrantes africanos .

Ainda na gastronomia, o texto destaca também os “enormes bifes cozinhados de forma simples”, as gambas ao alhinho e, claro, o “bacalhau que pode ser cozinhado de 40 maneiras diferentes”.

Mas o grande elogio vai para os pastéis de natas, uma tarte que, descreve a jornalista, “combina uma massa escamosa e amanteigada recheada com creme de ovo e cozinhada a altas temperaturas para que fique com cobertura tostada”. “Será preciso procurar muito para encontrar um (pastel de nata) de má qualidade”, garante.

Adrienne Pitts sublinha que não será grave acumular calorias com os pastéis de nata já que a cidade é construída sobre sete colinas que vale a pena percorrer a pé… Mas “sem saltos altos”, avisa. Em alternativa, o artigo sugere a deslocação através dos clássicos elétricos amarelos da cidade.

Por fim, vários parágrafos dedicados ao fado e ao sentimento de “saudade” que lhe está associado. “Além de ter uma paisagem única, Lisboa também tem o seu próprio som”, diz Adrienne sugerindo, em especial, a visita às casas de fado vadio espalhadas pelo Bairro Alto, Graça e Alfama.

Na altura de partir, diz a jornalista, “também nós sentimos ‘saudade’ com o (do fado) a ecoar nos nossos ouvidos e coração, até um próximo regresso”.

Porto: a capital da hospitalidade

“Há apenas um problema com os Portuenses: eles não nos deixam ir embora”, salienta Emma Ventura no artigo dedicado à Invicta, elogiando a hospitalidade dos habitantes para quem, explica a jornalista, o momento das refeições é muito importante, ao ponto da alcunha dos nativos do Porto ser uma palavra inspirada em comida: tripeiros.

A “rica arquitetura” da parte antiga da cidade, classificada como património da Unesco, seduz a jornalista que afirma: “É fácil perdemo-nos nas ruas caóticas de estilo baroco, arte nova e rococó”.

No artigo, Emma lamenta apenas que o centro da cidade se encontre um pouco ao abandono. “Se fosse noutra cidade esta seria uma zona de apartamentos caros e amplos escritórios” mas aqui, continua, “muitos edifícios estão vazios (…) alguns com janelas de vidro partidas que nos permitem espreitar o seu interior destruído”.

Apresar deste abandono, os jovens estão a regressar ao centro da cidade, sobretudo à noite, diz a jornalista, elogiando especialmente a zona da Ribeira, junto ao Douro, onde a vista é dominada pela ponte D. Luís desenhada, como refere Emma, por um discípulo de Gustave Eiffel. Em termos culturais, a Casa da Música e as vida artística e boémia da Rua Miguel Bombarda são considerados os pontos altos da cidade.

A nível gastronómico, a jornalista salienta a profusão de pastelarias e cafés, com especial destaque para o Majestic e a sua “exuberante” decoração arte nova. Quanto ao peixe fresco, o melhor local, segundo a repórter, é na zona ribeirinha perto de Matosinhos.

Finalmente, e como não podia deixar de ser, o artigo dedica ainda alguns parágrafos à versão tripeira do “croque monsieur”. Descrita como uma “torre de hidratos de carbono e proteínas”, a francesinha, este ícone gastronómico, encerra o artigo de 17 parágrafos dedicados à capital do norte do país.

Clique AQUI para aceder ao artigo sobre Lisboa e AQUI para aceder ao artigo sobre o Porto.

[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes] [Notícia corrigida a 29/08/2011 às 14h44]

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