Ciência

Júpiter volta a servir de “escudo protetor” da Terra

Astrónomos amadores observaram, na segunda-feira à noite, um "flash" brilhante em Júpiter, o que sugere que o gigante gasoso terá sido atingido por um cometa ou asteróide, podendo ter, uma vez mais, funcionado como "escudo protetor" da Terra.
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Astrónomos amadores observaram, na segunda-feira à noite, um “flash” brilhante em Júpiter, o que sugere que o gigante gasoso terá sido, uma vez mais, atingido por um cometa ou asteróide. A observação é particularmente importante já que, entre os cientistas, existe a crença de que o planeta funciona como um “escudo protetor” da Terra podendo, esta semana, ter voltado a contribuir para mantê-la em segurança.
 
 “É algo assustador testemunhar a quantidade de vezes que Júpiter é atingido”, afirma George Hall, astrónomo amador de Dallas, nos EUA, que captou, em vídeo, o “flash” em questão, em declarações à NBC News. Quando aconteceu, o momento foi também testemunhado por outro amador, Dan Peterson, que avisou os companheiros que partilham a mesma paixão através de e-mail.
 
“Se não tivesse constatado que o fenómeno estava a gerar grande burburinho nos fóruns sobre Júpiter é provável que nem tivesse voltado a olhar para o vídeo, mas os comentários que vi chamaram-me a atenção”, conta Hall, que confirmou que a hora a que o “flash” foi registado nas suas imagens correspondia com a hora da observação feita por Petersen.
 
Esta observação reveste-se de especial importância porque o tema dos impactos em Júpiter é muito apreciado e explorado pelos astrónomos, tanto amadores como profissionais. Tal deve-se ao facto de esses mesmos impactos fazerem parte dos “jogos” que deram origem ao nosso sistema solar, uma vez que, acreditam, o planeta deverá funcionar como uma proteção cósmica.
 
De acordo com a NBC, os especialistas suspeitam que o campo gravitacional de Júpiter é capaz de “varrer” os objetos que poderiam ter consequências fatais para o nosso planeta e alguns chegam mesmo a defender que, sem este “gigante”, a vida na Terra teria poucas hipóteses de existir. 

Terra poderia estar fortemente ameaçada sem Júpiter
 

Por norma, os efeitos destes “agressores” cósmicos não são visíveis na superfície do planeta, sendo destruídos antes disso. Ainda assim, há marcas em Júpiter causadas por objetos de maior peso que comprovam esta teoria, sendo as mais recentes as deixadas em 1994 pelo cometa Shoemaker-Levy 9. 
 
Citado, em 2009, pelo New York Times, o astrónomo amador Anthony Wesley, o primeiro a observar as referidas marcas, afirma que, caso Júpiter não desempenhasse este papel, os seres humanos estariam fortemente ameaçados, sujeitando-se a um fim semelhante ao dos dinossauros há 65 milhões de anos, que terá sido provocado pelo embate de um asteróide.
 
“Devemos sentir-nos muito felizes por Júpiter fazer o seu trabalho de 'aspirador', afastando esses enormes objetos cósmicos antes que tenham a possibilidade de nos atingir”, conclui o especialista.
 
Os astrónomos que, esta semana, observaram o “flash” em Júpiter, têm, no entanto, sublinhado que este não terá sido um dos casos mais violentos, já que não há, por enquanto, sinais conclusivos de “cicatrizes” deixadas no planeta.

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