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Jane Austen vai ser representada em nota britânica

A escritora britânica Jane Austen vai ser representada nas futuras notas de dez libras. O anúncio foi feito pelo Banco de Inglaterra que irá substituir a figura de Charles Darwin pela da escritora britânica, a partir de 2017.
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A escritora britânica Jane Austen vai ser representada nas futuras notas de dez libras. O anúncio foi feito pelo Banco de Inglaterra que irá  substituir a figura de Charles Darwin pela da escritora britânica, a partir de 2017.
 
A autora do clássico “Orgulho e Preconceito” torna-se, assim, a terceira mulher a ser representada nas notas britânicas, desde que, em 1970, se tornou possível o desenho de outras individualidades, para além da rainha Isabel II. 
 
Em Abril deste ano tinha sido já anunciado que, a partir de 2016, a reformista do século XIX Elizabeth Fry iria ser substituída por Winston Churchill, nas notas de cinco libras.
 
A notícia causou polémica entre as feministas britânicas que recearam que a rainha de Inglaterra fosse a única mulher alguma vez a estar presente nas notas. 
 
Como tal, foi lançada uma petição que recolheu mais de 35.000 assinaturas para a escolha de uma nova personalidade feminina para a próxima versão da nota de dez libras. 
 
“Jane Austen é alguém que certamente merece um lugar no restrito grupo de individualidades histórias representadas nas nossas notas. Os seus romances têm um apelo duradouro e universal e fizeram dela uma das maiores escritoras da literatura inglesa”, referiu Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, em conferência de imprensa.
 
“Com esta junção de Austen a Adam Smith, Boulton e Watt e, no futuro, a Churchill, as nossas notas celebram um vasto leque de individualidades que contribuíram para diferentes áreas da sociedade na História do país”, acrescentou.
 
A representação da autora na nova nota de dez libras vai contar com diferentes componentes: um retrato da própria, uma citação da obra “Orgulho e Preconceito”, uma ilustração de Elizabeth Bennet, uma imagem de Godmersham Park (que se acredita ter inspirado muitos dos seus romances) e ainda o desenho da escrivaninha onde a escritora trabalhava.

A citação escolhida pelo Banco de Inglaterra é uma fala de Miss Bingley, no capítulo XI de “Orgulho e Preconceito”: “I declare after all there is no enjoyment like reading!” (“No fim de contas, não há satisfação maior do que ler”, em tradução livre para português).
 
Jane Austen morreu em 1817, com 41 anos. Publicou seis romances, dos quais o mais conhecido é “Orgulho e Preconceito” (“Pride and Prejudice”), que conta com várias versões no grande ecrã.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca

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