Saúde

Investigadora lusa descobre como “reparar” corações

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Filipa Simões, uma investigadora portuguesa da Universidade de Oxford, descobriu a proteína que controla o desenvolvimento de células fundamentais para restaurar um coração afetado por ataques cardíacos ou outras doenças deste órgão. A investigadora acredita que a descoberta poderá ter resultados práticos dentro de alguns anos, avança o Ciência Hoje.

As designadas células multipotentes, presentes em todos os animais, podem resultar em células cardíacas, sanguíneas ou de vaso sanguíneo e são fundamentais para a “restauração” de um coração danificado.

A descoberta conseguida em Oxford, permite identificar a proteína que controla o desenvolvimento destas células, através da sua ausência ou presença, encaminhando-as para se especificarem nos diferentes tipos necessários à formação do coração.

O estudo realizado com embriões de peixe-zebra foi explicado por Filipa Simões, coordenadora da investigação, num artigo científico publicado na revista “Development”.

Em declarações ao «Ciência Hoje», a investigadora explicou que este trabalho “poderá ter implicações na produção de células em laboratório para potencial uso no reparo do coração”, trazendo ainda “novas ideias relativamente ao desenvolvimento deste orgão durante o processo evolutivo”.

Segundo explicou Filipa, através da manipulação de interruptores genéticos controlados por FGF, a proteína que determina os destinos celulares, é possível converter células de sangue e dos vasos sanguíneos em células musculares cardíacas.

Agora, é crucial identificar as células descobertas nos peixes-zebra em humanos. “Já foram identificadas células multipotentes”, assegurou a cientista ao Ciência Hoje, acrescentando que, no entanto, “ainda não se identificaram as células estaminais cardíacas, que existem em muito pouca quantidade – daí, provavelmente, a dificuldade em encontrá-las em humanos”- e que são fundamentais para este processo.

Filipa Simões acredita que “no mínimo, esta pesquisa irá facilitar a produção dessas células em laboratório para potencial uso no reparo do coração”, conforme cita o Ciência Hoje.

Veja AQUI o estudo publicado na revista Development

[Notícia sugerida por Raquel Baêta]

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