Saúde

Hospital luso coloca duas próteses totais do ombro

O Hospital Ortopédico de Sant'Ana realizou, esta terça-feira, uma operação inovadora que consistiu na colocação de duas próteses totais do ombro a dois doentes portugueses que, assim, voltarão a mover o ombro e o braço.
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O Hospital Ortopédico de Sant’Ana (HOSA) realizou, esta terça-feira, com sucesso, uma operação inovadora a nível mundial que consistiu na colocação de duas próteses totais do ombro a dois doentes portugueses que, assim, voltarão a mover o ombro e o braço.

Para realizar a cirurgia, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana – propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – trouxe a Portugal um dos mais conceituados cirurgiões ortopédicos do mundo, o alemão Hans Bloch, que conta com uma vasta experiência neste tipo de cirurgias e na implementação das próteses em causa.

Terça-feira, o cirurgião juntou-se à equipa médica do HOSA para restituírem os movimentos do ombro e braço a dois doentes portugueses de 62 e 73 anos. Na intervenção foram implementadas, em ambos os pacientes, duas próteses totais do ombro (Artoplastias Totais do Ombro Invertidas).

Esta cirurgia rara a nível mundial consiste na retirada da articulação do ombro e colocação de uma artificial, o que permitirá aos doentes voltar a mover o ombro e braço, dado que ambos padeciam de dor crónica e praticamente não mexiam o braço.

Segundo explica Luís Alves, cirurgião do Hospital Ortopédico de Sant’Ana que participou na intervenção, “apesar de serem duas cirurgias muito complicadas, devido às deformidades dos doentes, o nosso objetivo é que estas intervenções permitam que os doentes fiquem bem e sem dor”.

Contando com a presença de oito médicos da equipa especialista da área anatómica do ombro do HOSA, o facto de a intervenção contar com a colaboração do médico Hans Bloch, facultou ainda uma troca de saber e experiências por parte de todo o corpo clínico do Hospital.
 
Nos últimos três anos, o Hospital Ortopédico de Sant´Ana tem vindo a desenvolver programas cirúrgicos específicos para a área anatómica do ombro, de forma a desenvolver uma sub-especialidade (ombro), cuja capacidade de resposta é escassa em Portugal, tendo em consideração o número de doentes com estas patologias.

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