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Homem dá emprego a ladrão que lhe entrou em casa

A história está a fazer furor na imprensa italiana. Um homem de 62 anos decidiu oferecer emprego a um ladrão que lhe entrou em casa para roubar fios de cobre depois de ter descoberto que o assaltante se encontrava desempregado.
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A história está a fazer furor na imprensa italiana. Um homem de 62 anos decidiu oferecer emprego a um ladrão que lhe entrou em casa para roubar fios de cobre depois de ter descoberto que o assaltante se encontrava desempregado e a viver em condições financeiras difíceis.
 
Paolo Pedrotti, de 62 anos, diretor de vendas e responsável pela gestão de um complexo residencial em Florença, Itália, do qual faz parte a sua própria casa, apanhou Marcello Mucci, de 54, no interior da habitação, na posse de alguns fios de cobre. Pedrotti chamou a polícia, o ladrão não resistiu e decidiu entregar-se mas, no dia seguinte, o caso mudou de figura.
 
Pedrotti descobriu que Mucci tinha perdido o emprego, vivendo, atualmente, da pensão de invalidez da esposa, no valor de apenas 250 euros. Portanto, decidiu escrever ao jornal local Il Tirreno – que avança a notícia -, oferecendo ao ladrão a hipótese de cortar a relva e limpar os apartamentos do complexo residencial por 8 euros à hora.
 
“Para ele, o emprego é essencial e eu tenho todo o gosto em oferecer-lhe esta oportunidade”, afirmou, citado pelo Il Tirreno, o diretor de vendas na carta ao diário italiano, que começou com um “Querido Ladrão” e terminou com um bem-humorado “Estou à sua espera. De qualquer das formas, sabe a morada”.
 
Ao receber a novidade, Mucci, que foi libertado pelo juiz após julgamento sumário, aceitou de imediato a proposta, mostrando-se satisfeito com o novo emprego e esclarecendo por que razão estava a roubar.
 
“Queria roubar os fios de cobre para os transformar em taças e candelabros que vendia porta-a-porta”, contou o homem, que, antes de ser despedido, trabalhava como jardineiro.

A notícia foi amplamente divulgada pelos meios de comunicação italianos e a generosidade de Pedrotti foi muito louvada, em particular numa altura em que o país enfrenta o pior período de recessão desde a II Guerra Mundial, com uma taxa de desemprego crescente e medidas de austeridade apertadas.
 

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