Ciência

HIV: Cientistas da UMa contribuem para melhorar fármacos

Dois investigadores da Universidade da Madeira fizeram parte de uma investigação americana que permitiu a descoberta de duas classes de compostos resistentes às mutações do vírus do HIV. O resultado do trabalho pode ter implicações significativas no
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Dois investigadores da Universidade da Madeira fizeram parte de uma investigação americana que permitiu a descoberta de duas classes de compostos resistentes às mutações do vírus do HIV. O resultado do trabalho pode ter implicações significativas no prolongamento do efeito de medicamentos para o tratamento da SIDA.
 
Miguel Xavier Fernandes e Visvaldas Kairys estavam a trabalhar na University of Maryland Biotechnology Institute (UMBI), quando começaram a trabalhar no projeto financiado pelo National Institutes of Health (NIH), dos EUA.
 
Em declarações ao Boas Notícias, Miguel Xavier Fernandes explicou que ambos fazem parte de um grupo de Modelação Molecular e que estavam encarregues, nesta investigação, de “fazer o design e os cálculos computacionais destes compostos antes de eles serem sintetizados e testados experimentalmente”.
 
O projeto liderado por Celia Schiffer, da Universidade de Massachusets, permitiu perceber, de acordo com o cientista da UMadeira, que é possível “atacar o problema da resistência aos fármacos logo no início do ciclo do seu desenvolvimento, em vez de lidar com esse problema no final”.
 
“Além dos óbvios benefícios económicos”, adianta Miguel Xavier Fernandes, “isto pode permitir que eventuais fármacos concebidos desta forma possam ter ciclos de utilização muito mais longos, sem o aparecimento de resistência”.
 
Os passos seguintes da investigação serão “a realização, pelos eventuais interessados, de ensaios clínicos para testar a eficácia e a segurança em seres humanos”, acrescenta o doutorado em Bioquímica Teórica.
 
Agora a trabalharem com o Centro de Química da Madeira (CQM), da UMadeira, os dois cientistas já terminaram a sua participação no desenvolvimento dos compostos, mas Miguel Xavier Fernandes refere que têm em curso “projetos que aplicam o princípio utilizado a outros sistemas onde a perda de eficácia dos fármacos, por via da mutação do alvo terapêutico, representa um problema sério”.

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